sábado, abril 4, 2026
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Exportadores de soja deixam acordo sobre desmatamento na Amazônia

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A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou nesta segunda-feira (5) a saída da Moratória da Soja, um acordo voluntário firmado em 2006 por empresas do setor, com apoio do governo federal e de organizações da sociedade civil, para não comercializar soja proveniente de áreas da Amazônia que tenham sido desmatadas a partir de 2008.

A entidade representa grandes empresas do setor de processamento, industrialização e comércio de soja. O objetivo do pacto, que completará 20 anos, era justamente frear o desflorestamento do bioma por pressão da soja.

A saída ocorre poucos dias após a entrada em vigor de uma lei estadual do Mato Grosso que veta o acesso a benefícios fiscais em favor de empresas signatárias de acordos comerciais que estabelecem compromisso que vão além da legislação ambiental. A Moratória da Soja vem sendo alvo, há anos, de setores ruralistas contrários à ampliação das restrições ambientais.  

A lei do Mato Grosso é objeto de uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) movida por partidos políticos no Supremo Tribunal Federal (STF) e teve sua validade suspensa ao longo dos últimos meses, por força de uma liminar, que perdeu a validade no último dia 31 de dezembro.

Ainda na semana passada, com a queda da liminar, organizações ambientalistas e a Advocacia Geral da União (AGU) pediram uma nova prorrogação da suspensão da norma estadual ao STF, como forma de evitar o esvaziamento da Moratória da Soja, acordo que segue válido. Ainda faz parte do acordo voluntário a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), que reúne empresas como Cargill, ADM, Cutrale, Bunge, Selecta e AMMAGI.

Em manifestação oficial, o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, comemorou a saída da Abiove da Moratória da Soja.

“A partir de agora, essas empresas, como qualquer brasileiro, deverão cumprir a legislação ambiental do nosso país. Ou seja, o Código Florestal Brasileiro será a baliza para que eles façam exigências ambientais no nosso país. Essa é uma vitória, uma conquista do Estado de Mato Grosso, pois aqui tínhamos algumas exigências que estavam trazendo prejuízos aos nossos produtores, criando uma regra muito acima daquilo que estabelece a lei brasileira”, declarou Mendes, segundo a Secretaria de Comunicação do estado.

“No bioma Amazônico, o proprietário de terras pode usar apenas 20% da área, sendo obrigatório preservar os 80% restantes. A maioria dos produtores apoia a aplicação da lei, reconhecendo que o desmatamento ilegal prejudica o meio ambiente, a imagem do país e do estado, e impacta negativamente o agronegócio”, completou o governador.

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) já havia divulgado uma manifestação favorável à validade da lei estadual, que inclusive foi regulamentada em decreto do governo mato-grossense. A entidade informou ter estruturado um fluxo próprio de monitoramento, análise e coleta de evidências sobre empresas que fizerem exigências com base na Moratória da Soja, para denunciar ao governo do estado e pedir o fim da concessão eventual de benefícios tributários.

Ambientalistas criticam

A decisão da Abiove foi criticada por entidades ambientalistas que fazem parte da Moratória da Soja, como o Greenpeace Brasil.

“O que terminou em 1º de janeiro foram benefícios fiscais em Mato Grosso. Ao comunicar sua saída do acordo, a Abiove e suas associadas optaram por abrir mão de um compromisso que ajudou a reduzir o desmatamento na Amazônia em troca de preservar seus benefícios fiscais. É uma decisão empresarial, não uma exigência legal. Nenhuma norma, determinação legal ou imposição judicial obriga empresas a abandonar a Moratória da Soja”, argumenta o coordenador de campanhas do Greenpeace Brasil, Rômulo Batista.

Desde que foi firmado, o cumprimento do acordo tem sido acompanhado de perto por entidades ambientalistas, por meio do monitoramento via satélite. Dados apresentados pelo Greenpeace Brasil, por exemplo, dão conta de um aumento de 344% na produção de soja na Amazônia entre 2009 e 2022, enquanto que no mesmo período houve uma queda de 69% no desmatamento do bioma, indicando aumento de produtividade sem expansão territorial.

“Manter a Moratória significaria ser coerente com promessas feitas a investidores e mercados internacionais. Sair significa assumir o risco ambiental, reputacional e entregar para seus consumidores uma soja ligada ao desmatamento pós-2008”, acrescenta Batista.

Um estudo preliminar do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) indica que o fim da Moratória da Soja pode aumentar o desmatamento na Amazônia em até 30% até 2045, com impacto direto sobre as metas climáticas brasileiras, conhecidas como NDCs, e metas de desmatamento.

Em nota, a Abiove afirmou que a Moratória da Soja, apesar de ser um mecanismo em vigor, cumpriu um papel histórico e deixa um legado que consolidou o Brasil como referência global em produção sustentável. 

“É fundamental destacar que o STF reconheceu a legalidade do pacto. Além disso, mesmo como mecanismo voluntário, a Moratória foi amplamente reconhecida pela União como parte fundamental de sua política pública de preservação ambiental no bioma amazônico e celebrada em razão de seus inequívocos resultados positivos. A Abiove confia que a legislação servirá para assegurar a continuidade das políticas públicas de preservação e controle do desmatamento, combinada com as diretrizes da recém-aprovada Resolução CONAMA nº 510/2025, que veio a estabelecer os requisitos mínimos de validade de autorizações de supressão vegetal, assim como o Código Florestal Brasileiro, dispositivos que asseguram que a soja brasileira mantenha seus altos padrões socioambientais”, declarou a entidade, em nota.

A associação alegou ainda necessidade de segurança jurídica e disse estar empenhada em continuar assegurando o acesso da soja brasileira e seus subprodutos ao mercado internacional.

“O legado de monitoramento e a expertise adquirida ao longo de quase 20 anos não serão perdidos. Haverá, individualmente, o atendimento às rigorosas demandas dos mercados globais, confiando igualmente nas autoridades brasileiras para a plena implementação de um novo marco regulatório, de modo a que sejam preservados os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, bem como a segurança e credibilidade ao produto brasileiro perante os seus mercados consumidores, a exemplo do que a Moratória da Soja conseguiu alcançar nesses quase 20 anos”, concluiu a Abiove.

* Texto atualizado às 21h58 para inclusão da nota da Abiove.

Fonte: Agência Brasil

EUA concedem licenças de US$ 2,7 bi para acelerar enriquecimento de urânio

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O Departamento de Energia dos EUA (DOE, na sigla em inglês) assinou contratos com seis empresas de urânio de baixo enriquecimento (LEU), permitindo que elas concorram a trabalhos futuros. O Departamento planeja alocar US$ 2,7 bilhões para desenvolver capacidades de infraestrutura de LEU e urânio de baixo enriquecimento de alto teor.

Os contratos exigem que as empresas cumpram marcos específicos para fornecer serviços de enriquecimento para usinas nucleares existentes e novos reatores modulares menores.

Os EUA importam 20-25% de seu urânio enriquecido da Rússia, segundo o DoE. Para reduzir a dependência de fontes estrangeiras, o país emitiu uma proibição de LEU da Rússia de agosto de 2024 até 31 de dezembro de 2040, criando uma potencial lacuna no fornecimento de combustível.

“Desenvolver a capacidade doméstica para LEU garante que um fornecimento adequado de combustível esteja disponível a partir de fontes confiáveis para manter a atual frota de reatores dos EUA e constrói uma base sólida para fornecer futuras implantações de reatores nucleares avançados tanto no país quanto no exterior”, acrescentou o departamento em nota.

Fonte: CNN BRASIL

Bahia anuncia atacante Cristian Olivera como primeiro reforço de 2026

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O Esporte Clube Bahia oficializou, na noite desta segunda-feira (5), a sua primeira contratação para a temporada de 2026. Trata-se do atacante uruguaio Cristian Olivera, de 23 anos, que chega ao Esquadrão por empréstimo junto ao Grêmio. O vínculo do atleta com o Tricolor baiano será válido até dezembro deste ano.

Conhecido como “Kike”, Olivera desembarca em Salvador buscando retomar o protagonismo após uma passagem oscilante pelo futebol gaúcho.

Ele foi contratado pelo Grêmio em fevereiro de 2025 em uma negociação de alto valor, cerca de R$ 25,6 milhões pagos ao Los Angeles FC, mas enfrentou dificuldades de adaptação.

Sua estadia no Sul foi marcada por insatisfações com a reserva e declarações sobre o desejo de atuar no Nacional-URU. Pelo time de Porto Alegre, foram 37 jogos, com cinco gols marcados e duas assistências.

Revelado pelo Rentistas, do Uruguai, Cristian acumula experiência internacional precoce. O atacante teve passagens pelo Almería, da Espanha, além de defender as camisas de Peñarol e Boston River.

Seu melhor momento na carreira ocorreu na Major League Soccer (MLS), pelos Estados Unidos. Defendendo o Los Angeles FC, ele viveu o auge de sua forma em 2024, quando anotou 14 gols e distribuiu cinco assistências em 35 partidas.

Além da trajetória por clubes, o novo reforço do Bahia traz no currículo a experiência de defender a seleção do seu país. Kike Olivera soma 12 convocações para a seleção principal do Uruguai, tendo integrado o elenco que disputou a Copa América de 2024.

A diretoria tricolor aposta na recuperação do bom futebol do atleta para fortalecer o setor ofensivo da equipe neste ano.

Fonte: Alô Bahia

Hyundai planeja implantar robôs humanoides em fábrica dos EUA em 2028

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A Hyundai Motor planeja implantar robôs humanoides em fábrica nos Estados Unidos a partir de 2028, marcando um passo em direção à automação de tarefas de produção industrial, informou a empresa sul-coreana nesta segunda-feira (5).

A Hyundai apresentou a versão de produção do robô humanoide Atlas, desenvolvido pela unidade Boston Dynamics, na feira de tecnologia Consumer Electronics Show, em Las Vegas.

A empresa não revelou o volume ou o custo dos robôs, mas disse que pretende implementar a adoção em todos os seus locais de fabricação como parte de um impulso para a “IA física”.

Inicialmente, os robôs realizarão tarefas de sequenciamento de peças a partir de 2028, com aplicações que se expandirão gradualmente à medida que os benefícios de segurança e qualidade forem validados, disse a empresa.

Até 2030, a Hyundai disse que se espera que os robôs Atlas passem para a montagem de componentes, com um plano de longo prazo para assumir tarefas que envolvam cargas pesadas, movimentos repetitivos e operações complexas em todos os locais de produção.

A empresa afirma que os robôs foram projetados para reduzir o esforço físico dos trabalhadores ao assumirem tarefas repetitivas e de alto risco, estabelecendo as bases para um uso comercial mais amplo em ambientes industriais, afirmou.

Na Kia Corp, afiliada da Hyundai, o sindicato dos trabalhadores solicitou, no ano passado, a criação de um órgão para tratar de possíveis questões de direitos trabalhistas em preparação para a era da IA, já que os trabalhadores demonstraram preocupação com a expansão da automação.

A empresa espera que os robôs humanoides se tornem o maior segmento do mercado de inteligência artificial física, que se refere a sistemas de IA incorporados em hardware que coletam dados do mundo real e tomam decisões autônomas, abrangendo áreas como robótica, fábricas inteligentes e direção sem motorista.

O Atlas possui mãos em escala humana com detecção tátil e tem a capacidade de levantar até 50 quilos, de acordo com a Hyundai. O robô pode operar de forma autônoma e foi projetado para funcionar em ambientes industriais que variam de 20 graus Celsius negativos a 40 graus positivos.

A Hyundai disse que está acelerando o desenvolvimento nessa área por meio de parcerias com líderes globais de IA, incluindo uma colaboração com a Nvidia e o Google, com o objetivo de melhorar a segurança, a eficiência e a implantação no mundo real.

Fonte: CNN BRASIL

Surfe brasileiro pensa em torneio em piscina com ‘você decide’ da torcida

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RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – A Confederação Brasileira de Surfe, a Surf Brasil, cogita testar um torneio promocional em piscina de onda e que o público poderá determinar os rumos da competição.

Teco Padaratz, presidente da entidade, indicou essa possibilidade durante o Prêmio Brasil Olímpico. O mandatário apontou que há conversas em andamento com clubes de São Paulo para a realização do campeonato.

“Temos um formato escrito, que eu não posso divulgar muito para não entregar o ouro ao bandido (risos), mas queremos testar. Estamos em negociação com os clubes de São Paulo para um formato de competição bem arrojado, diferente, que vai engajar os fãs. O público vai participar da regra de competição. Não vai escolher o vencedor, será outra coisa, mas vai dar destino à competição”, disse Teco Padaratz.

“Quando se usa o público em qualquer outro esporte, se pergunta quem foi o melhor, quem ganhou, e eles escolhem fulano, beltrano, tipo o ‘homem do jogo’. Mas e se perguntar ao público qual regra devemos seguir? Ou o formato de competição? O público pode determinar tudo com este ato, vai ‘meter a mão na massa’ na competição”, completou.

Segundo a reportagem apurou, a Surf Brasil estuda eventos especiais em piscinas de ondas, com formatos que possam ser negociados com televisões ou plataformas de streaming.

PISCINA DE ONDAS

Bicampeão mundial no World Men’s Qualifying Series (WQS), Teco ressalta que a confederação vem estudando o surfe em piscinas de ondas e acredita que o caminho para torneios neste tipo de cenário tomará o rumo diferente dos formatos que já existem atualmente, nas praias.

Ele citou o exemplo de alterações nas regras que o skate passou, e que avalia ter tido sucesso para atrair público e novos atletas.

“Após estudar muito com os atletas, com a área esportiva, com a área técnica da confederação, com os juízes, estamos começando a chegar à conclusão de que surfe na piscina é outra modalidade. Porque não dá pra usar os mesmos critérios de competição do mar na piscina. Provavelmente, estamos caminhando… Sabe o skate street? Eles mudaram a regra para ir para o show business, para alcançar novos fãs, abrir o leque a novos atletas. Acho que eles provaram que estavam certos. Aquilo entretém, e acho que o surfe de piscina caminha pra esse lado, onde, talvez, vamos ver uma competição de uma manobra, diferentemente da praia”, disse.

Teco não acredita que os torneios em piscinas de ondas vão decretar o fim da modalidade na praia. “O surfe de praia nunca vai morrer. Inclusive, uma das respostas do Comitê Olímpico Internacional sobre por que escolheram a praia de Trestles e não a piscina de onda é porque, na praia, você mantém a imprevisibilidade. O último pode ser o primeiro, e isso é a magia do surfe. Muito difícil apontar um favorito. Já na piscina, não. Ali ganha quem treinou mais aquela manobra. Então, não tem a ver com imprevisibilidade, proporcionar a mesma oportunidade para todos”.

O atacante rebateu os comentários de que está dando um passo atrás na carreira: “Se o passo atrás for voltar para o maior time da Terra… Não tem passo para trás melhor do que esse”, disse

Folhapress | 18:35 – 05/01/2026

Fonte: Noticias ao Minuto

Processadoras de soja deixam acordo sobre desmatamento na Amazônia

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A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou nesta segunda-feira (5) a saída da Moratória da Soja, um acordo voluntário firmado em 2006 por empresas do setor, com apoio do governo federal e de organizações da sociedade civil, para não comercializar soja proveniente de áreas da Amazônia que tenham sido desmatadas a partir de 2008.

A entidade representa grandes empresas do setor de processamento, industrialização e comércio de soja. O objetivo do pacto, que completará 20 anos, era justamente frear o desflorestamento do bioma por pressão da soja.

A saída ocorre poucos dias após a entrada em vigor de uma lei estadual do Mato Grosso que veta o acesso a benefícios fiscais em favor de empresas signatárias de acordos comerciais que estabelecem compromisso que vão além da legislação ambiental. A Moratória da Soja vem sendo alvo, há anos, de setores ruralistas contrários à ampliação das restrições ambientais.  

A lei do Mato Grosso é objeto de uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) movida por partidos políticos no Supremo Tribunal Federal (STF) e teve sua validade suspensa ao longo dos últimos meses, por força de uma liminar, que perdeu a validade no último dia 31 de dezembro.

Ainda na semana passada, com a queda da liminar, organizações ambientalistas e a Advocacia Geral da União (AGU) pediram uma nova prorrogação da suspensão da norma estadual ao STF, como forma de evitar o esvaziamento da Moratória da Soja, acordo que segue válido. Ainda faz parte do acordo voluntário a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), que reúne empresas como Cargill, ADM, Cutrale, Bunge, Selecta e AMMAGI.

Em manifestação oficial, o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, comemorou a saída da Abiove da Moratória da Soja.

“A partir de agora, essas empresas, como qualquer brasileiro, deverão cumprir a legislação ambiental do nosso país. Ou seja, o Código Florestal Brasileiro será a baliza para que eles façam exigências ambientais no nosso país. Essa é uma vitória, uma conquista do Estado de Mato Grosso, pois aqui tínhamos algumas exigências que estavam trazendo prejuízos aos nossos produtores, criando uma regra muito acima daquilo que estabelece a lei brasileira”, declarou Mendes, segundo a Secretaria de Comunicação do estado.

“No bioma Amazônico, o proprietário de terras pode usar apenas 20% da área, sendo obrigatório preservar os 80% restantes. A maioria dos produtores apoia a aplicação da lei, reconhecendo que o desmatamento ilegal prejudica o meio ambiente, a imagem do país e do estado, e impacta negativamente o agronegócio”, completou o governador.

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) já havia divulgado uma manifestação favorável à validade da lei estadual, que inclusive foi regulamentada em decreto do governo mato-grossense. A entidade informou ter estruturado um fluxo próprio de monitoramento, análise e coleta de evidências sobre empresas que fizerem exigências com base na Moratória da Soja, para denunciar ao governo do estado e pedir o fim da concessão eventual de benefícios tributários.

Ambientalistas criticam

A decisão da Abiove foi criticada por entidades ambientalistas que fazem parte da Moratória da Soja, como o Greenpeace Brasil.

“O que terminou em 1º de janeiro foram benefícios fiscais em Mato Grosso. Ao comunicar sua saída do acordo, a Abiove e suas associadas optaram por abrir mão de um compromisso que ajudou a reduzir o desmatamento na Amazônia em troca de preservar seus benefícios fiscais. É uma decisão empresarial, não uma exigência legal. Nenhuma norma, determinação legal ou imposição judicial obriga empresas a abandonar a Moratória da Soja”, argumenta o coordenador de campanhas do Greenpeace Brasil, Rômulo Batista.

Desde que foi firmado, o cumprimento do acordo tem sido acompanhado de perto por entidades ambientalistas, por meio do monitoramento via satélite. Dados apresentados pelo Greenpeace Brasil, por exemplo, dão conta de um aumento de 344% na produção de soja na Amazônia entre 2009 e 2022, enquanto que no mesmo período houve uma queda de 69% no desmatamento do bioma, indicando aumento de produtividade sem expansão territorial.

“Manter a Moratória significaria ser coerente com promessas feitas a investidores e mercados internacionais. Sair significa assumir o risco ambiental, reputacional e entregar para seus consumidores uma soja ligada ao desmatamento pós-2008”, acrescenta Batista.

Um estudo preliminar do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) indica que o fim da Moratória da Soja pode aumentar o desmatamento na Amazônia em até 30% até 2045, com impacto direto sobre as metas climáticas brasileiras, conhecidas como NDCs, e metas de desmatamento.

A reportagem pediu e aguarda manifestação da Abiove sobre a decisão de abandonar a Moratória da Soja, para atualização da matéria. 

Fonte: Agência Brasil

O Governo de SP e TJSP firmam acordo para padronizar destinação de bens apreendidos de facções criminosas.

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O governo do estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Segurança Pública (SSP), firmou um acordo de cooperação com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) com o objetivo de uniformizar e dar maior eficiência à destinação de bens, direitos e valores apreendidos em ações contra facções criminosas. A iniciativa busca fortalecer a recuperação de ativos oriundos do crime organizado e aprimorar a integração entre o Poder Judiciário e as forças de segurança.

O Termo de Cooperação estabelece, em âmbito institucional, diretrizes para a aplicação do artigo 7º da Lei Federal nº 9.613/1998, que trata de crimes de lavagem de dinheiro, e do Decreto Estadual nº 68.926/2024. A partir desse marco normativo, foi criado um fluxo integrado de procedimentos para identificação, administração e destinação dos ativos apreendidos, conforme informou o TJSP.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o acordo tende a ampliar a segurança jurídica dos magistrados no momento de decidir sobre a destinação dos valores e bens, assegurando que as decisões estejam alinhadas ao decreto estadual. A padronização também deve contribuir para maior agilidade na tramitação de processos administrativos relacionados a leilões, transferências e demais providências necessárias à incorporação dos bens constritos  aqueles bloqueados por decisão judicial  ao patrimônio do estado.

O termo prevê, ainda, o compartilhamento de informações técnicas e de dados processuais estruturados pelo TJSP à SSP sempre que necessário. Esse intercâmbio de informações será utilizado para apoiar ações de identificação, apreensão, gestão e destinação dos ativos provenientes do crime organizado, respeitando-se, em todos os casos, as hipóteses legais de sigilo.

Além do fluxo de dados, o acordo atribui ao Judiciário a responsabilidade de orientar magistrados e promover a difusão institucional dos procedimentos previstos no decreto estadual. A medida visa assegurar a aplicação uniforme das regras em todo o estado, reduzindo entraves burocráticos e fortalecendo a política de combate financeiro às organizações criminosas.

Com a iniciativa, o governo paulista e o TJSP buscam tornar mais eficiente o reaproveitamento social dos recursos retirados do crime, reforçando a atuação integrada do Estado na repressão às atividades ilícitas e na recuperação de ativos em favor do interesse público.

Fonte: Portal Notícias Bahia

María Corina agradece a Trump e diz que Venezuela será maior aliada dos EUA

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A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, agradeceu nesta segunda-feira ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “pela sua firmeza e determinação no cumprimento da lei”, dois dias após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar americana.

Após a captura de Maduro, Trump disse que os Estados Unidos iriam “administrar” a Venezuela e questionou a capacidade da líder da oposição para governar o país, alegando que Machado não tinha respeito ou apoio suficiente.

Em uma postagem no X, Machado não abordou diretamente os comentários de Trump, mas disse que “a Venezuela será o principal aliado dos Estados Unidos em questões de segurança, energia, democracia e direitos humanos”.

“A liberdade da Venezuela está próxima e em breve celebraremos na nossa terra”, escreveu a líder da oposição. “Vamos gritar, rezar e abraçar como famílias, porque os nossos filhos voltarão para casa”, acrescentou ela.

Machado, que deixou a Venezuela em dezembro para receber o Prêmio Nobel da Paz em Oslo, também disse que “o corajoso povo da Venezuela saiu às ruas em 30 países e 130 cidades em todo o mundo para celebrar um enorme passo” em direção a uma transição.

A CNN entrou em contato com a líder da oposição para comentar as declarações de Trump.



Fonte: CNN BRASIL

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Fonte: Farol da Bahia

PF flagra táxi tentando atravessar fronteira com R$ 60 mil em espécie

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A Polícia Federal apreendeu R$ 60 mil em espécie e um aparelho celular durante a abordagem a um táxi que seguia em direção à região de fronteira de Brasiléia, no Acre.

A ação ocorreu no último sábado (3/1), na BR-364, durante fiscalização realizada em conjunto com a Polícia Militar de Rondônia.

A abordagem foi feita no contexto de uma ação preventiva e ostensiva, quando policiais militares interceptaram o veículo suspeito que se deslocava em direção à faixa de fronteira.

Durante a verificação, os agentes constataram que um dos ocupantes transportava uma grande quantia de dinheiro escondida nas vestes.

Questionado, o passageiro não apresentou comprovação lícita da origem nem da destinação dos recursos. Ninguém foi preso.

Diante da irregularidade, o montante em espécie e o aparelho telefônico foram apreendidos e encaminhados para análise pelas autoridades competentes.

Segundo a Polícia Federal, as investigações continuam com o objetivo de esclarecer a origem do dinheiro e apurar se há indícios de crime, como lavagem de dinheiro ou outras práticas ilícitas relacionadas a atividades transfronteiriças.

A ocorrência integra a Operação Madeira Mamoré, que reúne esforços da Polícia Federal, Polícia Militar de Rondônia, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional.

A iniciativa tem como foco o combate integrado a crimes transnacionais e transfronteiriços no noroeste do estado de Rondônia, especialmente nas áreas próximas à fronteira internacional.

Fonte: CNN BRASIL