Um trecho da Avenida Jequitaia, nas proximidades do Largo da Calçada, em Salvador, foi liberado para o tráfego na quinta-feira, 2, após a conclusão de parte das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
A reabertura ocorre depois da finalização de intervenções na via e de parte do sistema de drenagem da região.
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Segundo a Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), a medida deve reduzir os impactos no trânsito enquanto as obras seguem no local.
Mesmo com a liberação, os trabalhos continuam no trecho entre a Calçada e o Comércio, onde está sendo implantada a via permanente do VLT.
Como vai funcionar na prática
Um ponto que pode causar estranheza para quem circula pela região é o fato de o VLT atravessar a pista de veículos.
Diferente do metrô ou do trem convencional, o VLT é um modal projetado para circular integrado ao ambiente urbano. Isso significa que, em vários pontos, ele divide espaço com carros e cruza vias normalmente.
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Embora existam trechos com faixa exclusiva, geralmente separada por pequenos desníveis, é comum que o VLT passe por cruzamentos e áreas onde o tráfego de veículos acontece ao lado ou atravessa os trilhos.
Esse tipo de operação é comum em outras cidades brasileiras, como no Rio de Janeiro, onde o VLT circula em meio ao trânsito urbano.
Na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, por exemplo, o VLT ocupa o canteiro central em grande parte da avenida, convivendo com pedestres e cruzando ruas transversais onde os carros circulam.
VLT na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro
Sinalização pede atenção
A sinalização é um dos pontos mais importantes para o funcionamento seguro do sistema. No trecho da Avenida Jequitaia, já é possível ver na prática como isso vai acontecer, com a pintura no asfalto delimitando o espaço do VLT.
Por se tratar de um modal integrado ao fluxo urbano, a sinalização do VLT normalmente funciona de forma híbrida.
Ela precisa orientar motoristas, pedestres e também o condutor do próprio VLT, evitando conflitos nos cruzamentos e trechos compartilhados.
Para isso, o sistema pode contar com semáforos exclusivos para o VLT, além de sensores de proximidade e outros mecanismos de controle que ajudam a garantir que ninguém ocupe o espaço no momento errado.
Fonte: A Tarde



