Vereador de Cuiabá, Chico 2000 –
Um vereador é suspeito de usar emendas parlamentares e aplicá-las na reforma de uma pousada que está registrada em nome das filhas. A descoberta ocorreu no âmbito da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil em dezembro passado.
De acordo com as investigações, que tinham como objetivo apurar o desvio de recursos da prefeitura de Cuiabá (MT), foram descobertas conversas entre o vereador Chico 2000 (PL) e o dono da empresa Sem Limite Esporte e Eventos – Chiroli Esportes, João Nery Chiroli.
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Manipulação
Os diálogos indicavam, conforme Metrópoles, a manipulação para a escolha do Instituto Brasil Central (Ibrace) para realização de eventos esportivos com recursos de emendas repassadas à Secretaria Municipal de Esportes.
Para isso, Chico teria indicado um depósito na conta bancária de Jovani José de Almeida, responsável pelas obras na pousada Estância Águas da Chapada, que pertence às filhas do edil.
“No dia seguinte ao recebimento dos valores pela empresa de Chiroli (09/04/2025), houve uma transferência via Pix de R$ 20 mil para Jovani José de Almeida, pedreiro que executava obras particulares na ‘Estância Águas da Chapada’, de propriedade de fato do vereador Chico 2000″, diz o relatório da Polícia Civil.
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“Na conta”
A transação, segundo a corporação, foi intermediada por Rubens Vuolo Júnior, chefe de Gabinete de Chico, que enviou o comprovante ao vereador com a legenda ‘na conta’, evidenciando o retorno do dinheiro público para fins privados.
“Após a tramitação dos procedimentos do Termo de Fomento, no mês de abril de 2025, o Ibrace recebeu R$ 1 milhão relativos às duas emendas parlamentares municipais de Cuiabá destinada pelo vereador Chico 2000: a Emenda Parlamentar Impositiva n.º 003/2024, no valor de R$ 600 mil e a Emenda Parlamentar Impositiva n.º 002/2024, no valor de R$ 400 mil”, aponta o inquérito.
Os crimes
Ainda de acordo com a Polícia Civil, as práticas apontadas configuram os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Além do indiciamento dos envolvidos, entre eles Chico 2000, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos acusados no total de R$ 676 mil e a proibição de contato entre si, além do acesso a órgãos públicos.
Diante do envolvimento, Chico ainda foi afastado do mandato de vereador. O PL, partido o qual ele foi eleito em 2024, informou que ele se desfiliou a legenda.
Fonte: A Tarde



