Nesta primeira fase, o foco total está nos profissionais de saúde da Atenção Primária –
O Brasil deu um passo histórico na autonomia da saúde pública nesta semana. O Ministério da Saúde deu início à vacinação contra a dengue utilizando o imunizante 100% nacional desenvolvido pelo Instituto Butantan. Diferente da vacina japonesa aplicada anteriormente, a fórmula brasileira é aplicada em dose única e protege contra os quatro sorotipos da doença.
Nesta primeira fase, o foco total está nos profissionais de saúde da Atenção Primária, que atuam diretamente na linha de frente das Unidades Básicas de Saúde (UBS).
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Ao todo, 1,2 milhão de trabalhadores, incluindo médicos, enfermeiros, agentes comunitários e equipes de apoio (como limpeza e segurança), serão imunizados para garantir que a rede de assistência permaneça fortalecida.
Calendário para a população e eficácia
A expectativa para o público em geral é positiva. A ampliação da vacinação contra a dengue para adultos de 15 a 59 anos está prevista para o segundo semestre de 2026. O cronograma começará pelos mais velhos (a partir de 59 anos) e descerá gradualmente conforme a capacidade de produção do Butantan.
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Os números da nova vacina impressionam:
- 74,7% de eficácia contra a dengue sintomática;
- 89% de proteção contra formas graves e sinais de alarme;
- Dose única, facilitando a adesão e a logística do SUS.
Parceria com a China e aumento na produção
Para garantir que a vacina chegue a todos os brasileiros, o Governo Federal firmou uma parceria estratégica com a empresa chinesa WuXi Vaccines. Com a transferência de tecnologia, a capacidade de produção nacional poderá aumentar em até 30 vezes, permitindo uma cobertura vacinal muito mais ampla e rápida.
Atualmente, três cidades-piloto já realizam a vacinação em adolescentes e adultos de 15 a 59 anos para avaliar o impacto na dinâmica populacional: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG).
Cenário Epidemiológico: casos em queda
Os dados de 2025 mostram que o Brasil está no caminho certo: houve uma redução de 74% nos casos de dengue em comparação a 2024. O número de óbitos também caiu 72%, registrando 1,7 mil mortes contra as 6,3 mil do ano anterior.
No entanto, o Ministério da Saúde alerta que a vacina é uma ferramenta complementar e que a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal forma de combate.
Fonte: A Tarde



