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Vale a pena parcelar o Imposto de Renda? Contador explica vantagens e riscos

Imposto de Renda 2026 –

Com o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda em andamento, contribuintes se deparam com uma dúvida recorrente: vale a pena parcelar o valor devido à Receita Federal? Embora a modalidade possa representar um alívio momentâneo no orçamento, especialistas alertam que a decisão exige planejamento e análise cuidadosa das finanças pessoais.

Em entrevista ao portal A TARDE, o contador Alison Santana explicou que o parcelamento pode ser uma alternativa viável em casos específicos, mas reforçou que o pagamento à vista continua sendo a opção mais vantajosa para quem tem condições financeiras.

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Pagamento à vista evita juros

Segundo o especialista, quem opta pelo parcelamento do imposto deve considerar que haverá incidência de juros sobre as parcelas.

“O imposto de renda pode ser dividido em até oito vezes. A primeira parcela não tem juros, a segunda tem acréscimo de 1% e, a partir da terceira, além desse percentual, também há incidência da Selic (atualmente 14,75%) acumulada”, explicou.

De acordo com Alison, embora os percentuais possam parecer baixos em alguns casos, o impacto pode ser significativo dependendo do valor total da dívida.

“Se a pessoa vai pagar uma parcela pequena, às vezes o valor dos juros não pesa tanto. Mas quando estamos falando de um imposto alto, esse acréscimo pode representar centenas de reais no orçamento”, destacou.

Há valor mínimo para parcelar?

Outro ponto destacado pelo contador é que a Receita Federal estabelece um valor mínimo para cada parcela.

“A parcela mínima permitida é de R$ 50. Se o imposto devido for muito baixo, o contribuinte pode não conseguir dividir o pagamento”, explicou.

Parcelamento exige análise do orçamento

Para o contador, antes de escolher parcelar, o contribuinte deve avaliar se realmente há necessidade da divisão e qual será o impacto das parcelas no fluxo financeiro mensal.

“É preciso entender sua capacidade de pagamento e fazer uma análise do caixa. Sempre sugiro montar uma tabela para calcular quanto os juros vão representar ao longo do parcelamento e verificar se faz sentido pagar esse valor extra”, afirmou.

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Segundo ele, o parcelamento só deve ser utilizado quando o pagamento integral comprometer despesas essenciais ou gerar desequilíbrio financeiro.

Falta de planejamento financeiro

Na avaliação de Alison Santana, recorrer ao parcelamento geralmente indica ausência de organização financeira prévia.

“Sempre que você paga algo com juros, houve falta de planejamento. Quem acompanha suas finanças já sabe, historicamente, quanto costuma pagar de imposto e pode se programar ao longo do ano para quitar em parcela única”, pontuou.

| Foto: Arquivo | Agência Brasil

O especialista reforçou ainda que muitos brasileiros priorizam o parcelamento mesmo quando não há necessidade real, apenas pela sensação de que a prestação “cabe no bolso”

“O brasileiro gosta muito de parcelar, mas esse é um erro comum. Muitas vezes a pessoa prefere dividir mesmo pagando mais caro, sem avaliar se aquilo realmente compensa”, disse.

Autônomos devem se preparar ao longo do ano

Para profissionais autônomos e pessoas com renda variável, o contador recomenda um acompanhamento ainda mais rigoroso da movimentação financeira durante o ano para evitar surpresas na hora da declaração.

“O autônomo precisa entender sua volatilidade de receita, identificar os períodos de maior e menor faturamento e se organizar para reservar parte dos ganhos para o pagamento futuro do imposto”, orientou.

Caso o contribuinte não tenha condições de arcar com o imposto dentro do ano-calendário, Alison explica que também é possível aguardar a dívida ser consolidada posteriormente junto à Receita para parcelamentos mais longos, desde que respeitadas as regras do órgão.



Fonte: A Tarde

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