Um homem caminha enquanto carros trafegam por uma rua durante um apagão em Havana –
Os Estados Unidos elevaram o tom contra as autoridades de Cuba nesta terça-feira, 17, exigindo reformas imediatas para a implementação do mercado livre na ilha. O movimento ocorre em um momento de extrema fragilidade para a nação caribenha, que tenta se recuperar de um gigantesco apagão nacional e de uma crise energética sem precedentes.
Acompanhado pelo primeiro-ministro irlandês, Michael Martin, no Salão Oval da Casa Branca, o presidente Donald Trump foi enfático ao comentar a situação. Questionado sobre os próximos passos, o republicano afirmou que seria uma “honra tomar Cuba, de alguma forma”, e sinalizou que novidades virão em breve: “Eles estão falando com Marco (Rubio), e vamos fazer algo em breve”.
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Reformas insuficientes e pressão por saída de poder
O secretário de Estado, Marco Rubio, classificou como “não suficientemente drásticos” os recentes anúncios de Havana sobre permitir investimentos da diáspora cubana na ilha. Segundo o jornal The New York Times, o governo Trump estaria pressionando diretamente para que o presidente Miguel Díaz-Canel deixe o cargo.
Apesar da disposição cubana em manter uma “relação comercial fluida” com empresas americanas, como declarou o ministro Oscar Pérez-Oliva à rede NBC, Washington mantém a exigência de mudanças estruturais profundas no modelo comunista.
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Ilha no escuro e susto com terremoto
Enquanto a diplomacia ferve, o povo cubano enfrenta a paralisia do país. Um apagão generalizado desde segunda-feira deixou milhões sem eletricidade. Em Havana, apenas 45% das residências haviam recuperado a luz até o meio-dia desta terça. A economia local está estagnada desde que os envios de petróleo da Venezuela foram interrompidos, após a queda de Nicolás Maduro em janeiro.
Somando-se ao caos, um terremoto de magnitude 5,8 sacudiu a costa cubana nas primeiras horas desta terça-feira. Embora não haja relatos imediatos de vítimas, o sismo aumentou o clima de insegurança em uma população já castigada pelo racionamento de combustível e redução de serviços essenciais, como os hospitalares.
Entenda o Embargo Econômico a Cuba
Para contextualizar a leitura, é importante entender os termos citados na reportagem:
- Embargo dos EUA: Conjunto de sanções econômicas, comerciais e financeiras impostas pelos Estados Unidos a Cuba que dura décadas.
- Usinas Termelétricas: Principal fonte de energia de Cuba, muitas operando há mais de 40 anos e com manutenção precária devido à falta de peças e combustível.
- Diáspora Cubana: Termo que se refere aos milhões de cubanos e seus descendentes que vivem fora da ilha, principalmente em Miami, nos EUA.
Fonte: A Tarde



