quarta-feira, março 18, 2026
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Tensão e embate marcam estreia de Erika Hilton na Comissão da Mulher

Erika Hilton, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. –

Erika Hilton (PSOL-SP) fez sua estreia na presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 18, em uma reunião marcada por tensão e embates com parlamentares da oposição.

Em seu primeiro ato, a psolista retirou da pauta alguns requerimentos apresentados por integrantes do colegiado por “critérios técnicos”, o que desencadeou uma sequência de críticas e trocas de acusações.

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Entre os pedidos barrados estava uma moção de repúdio contra falas da própria presidente da comissão, proposta apoiada por deputadas que se posicionaram contra sua eleição na semana passada. As informações são do jornal O Globo.

Outro requerimento excluído previa uma moção de apoio ao apresentador Ratinho, após declarações feitas por ele. Na ocasião, ele questionou a eleição de Hilton e afirmou que, em sua visão, “para ser mulher tem que ter útero e menstruar”.

Diante das críticas, Erika Hilton afirmou que a exclusão dos requerimentos não teve relação com o conteúdo das propostas, mas sim com inadequações regimentais. Segundo ela, não houve análise de mérito. Ainda assim, a decisão foi contestada em plenário.

Diante dos embates, a deputada Simone Marquetto (MDB-SP) chegou a sugerir que a sessão fosse suspensa, mas Erika rejeitou a ideia, defendendo que o restante da reunião transcorresse de forma pacífica.

Mesmo depois da tentativa de pacificar o debate, as discussões continuaram e a reunião foi suspensa por alguns minutos para que os integrantes da comissão pudessem definir pautas de consenso e seguir a sessão.

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Votação conturbada

Erika Hilton foi eleita como presidente da comissão na semana passada, em uma votação polêmica. Ela só conseguiu a maioria dos votos no segundo turno. Na primeira rodada de votação, 12 parlamentares votaram em branco, contra dez votos recebidos pela deputada.

A bancada de oposição, representada pela deputada Chris Tonietto (PL-RJ), tentou derrubar a eleição de Erika, tentando evitar um segundo turno, mas a ausência de novas candidaturas cacifou a parlamentar do Psol.

Segundo a nova presidente da Comissão, o bloco deverá priorizar temas como a violência patriarcal e a misoginia.



Fonte: A Tarde

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