segunda-feira, fevereiro 16, 2026
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Temer minimiza crítica a ele feita por escola de samba: “Sátira”

Michel Temer foi lembrado por escola de samba que homenageou Lula. –

O ex-presidente Michel Temer (MDB) disse que a crítica a ele feita pela escola de samba Acadêmicos de Niterói se trata de uma “satíra política”. A agremiação do Rio de Janeiro que homenageou, no desfile deste domingo, 15, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), simulou a queda da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e o embate com Temer.

Em um dos carros alegóricos, um ator que representa Temer aparece arrancando a faixa presidencial de uma atriz vestida como Dilma. No mesmo desfile, a prisão de Lula, que aconteceu em 2018, também foi encenada.

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“A sátira política é parte da tradição do Carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida. Como o samba é o espaço da criatividade e da fantasia, não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí”, disse o ex-presidente em nota enviada à imprensa nesta segunda-feira, 16.

No comunicado, Temer também reagiu, criticando o que chamou de“ilusionismo da Esplanada”, com comentários negativos sobre políticas econômicas adotadas pelo governo Lula e lembrando conquistas de sua época como mandatário.

“O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente — e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência. É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado”, escreveu.

Desfile polêmico

A Acadêmicos de Niterói escolheu o presidente Lula como tema do desfile do Carnaval deste ano. Adversário políticos do petista entraram com representações judiciais, sob justificativa de que a escola estaria fazendo campanha antecipada.

Esposa de Lula, a primeira-dama Janja da Silva não foi colocada em carro alegórico, previsto anteriormente. A cantora Fafá de Belém foi escalada no seu lugar no desfile.

Veja a nota na íntegra

“A sátira política é parte da tradição do Carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida.

Como o samba é o espaço da criatividade e da fantasia, não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí.

O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente — e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência. É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado.

Olha o Brasil aí… gente!”



Fonte: A Tarde

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