Um dos chefes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), em Salvador, foi preso na madrugada desta quarta-feira, 8, após apresentar nome falso em uma clínica do bairro Canela, enquanto buscava por atendimento médico.
Ao portal A TARDE, a Polícia Civil informou que o homem foi identificado como Fábio Souza Costa, vulgo Binho, Xande e Anjo, de 41 anos. Ele é apontado como suspeito de participar da morte do cabo Glauber Rosa dos Santos, de 42 anos, em fevereiro.
Tudo sobre Polícia em primeira mão!
Ele procurou atendimento pois estava ferido devido a uma troca de tiros, no Nordeste de Amaralina, que ocorreu momentos antes. Após a operação, policiais militares do 30º BPM, com a Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), localizaram o indivíduo, que possuía mandado de prisão em aberto, expedido pela 1ª Vara de Execuções Penais de Salvador.
O suspeito foi encaminhado para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde permanece custodiado. Em seguida, ele será conduzido à unidade policial competente, para adotação das medidas legais cabíveis.
Em entrevista realizada na manhã desta quarta-feira, 4, o coronel Antonio Magalhães, da Polícia Militar, informou que a prisão só foi possível devido às ações de inteligência.
“A ação integrada tem dado esse resultado. Foi a inteligência que nos levou a isso, foi a ação integrada das polícias que chegaram a esse resultado”, disse.
Segundo Magalhães, Fábio liderava outros indivíduos que foram alcançados nesta semana no Nordeste de Amaralina.
Tinha, sim. Ele é tido como um dos líderes daquela daqueles indivíduos que que tem produzido o enfrentamento.
Saiba detalhes da passagem do chefe do CV na clínica
Segundo informações exclusivas que o grupo A TARDE teve acesso, Fabio Costa é descrito como “articulado, criminoso e perigoso”.
Após dar entrada na unidade com nome falso, ele teria tentado articular uma transferência discreta para uma unidade privada de saúde. Para isso, ele teria oferecido cerca de R$ 6 mil a uma técnica de enfermagem, em uma tentativa de despistar as autoridades.
A postura dentro da unidade também gerou tensão entre os funcionários. A insistência por atendimento rápido e o receio de permanecer muito tempo no local deixou a equipe em alerta. Diante da situação considerada atípica, a clínica acionou as forças de segurança.
“Os policiais inclusive notificaram possíveis locais de fuga nas redondezas, já que ele é ‘cabeça cara’, e pediram reforço, porque a qualquer momento poderia chegar os meninos [comparsas] para tirarem ele”, conta a fonte.
Leia Também:
Ainda conforme o relato, o comportamento de Binho aumentava a intimidação, principalmente ao pressionar os trabalhadores por agilidade na assistência médica.
“Ele chegou no hospital cobrando correria no atendimento, disse que ‘não podia ficar muito tempo aqui não [na unidade]. […] Durante um procedimento de saúde, ele disse: ‘não sabem com quem estão mexendo, que me deixem tranquilo para eu não meter a porr* em todo mundo
Após ser capturado, ele foi encaminhado ao HGE, onde permanece sob custódia e com possibilidade de realizar uma cirurgia no ombro, que ficou deslocado em decorrência dos ferimentos por bala.
Contra “Binho” já existia mandado de prisão em aberto, expedido pela 1ª Vara de Execuções Penais na capital baiana, cumprido pela Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter).
Com histórico criminal extenso, ele integrou o grupo preso em 2019 após manter seis moradores reféns no bairro de Santa Cruz, respondendo por porte ilegal de arma de fogo, resistência, cárcere privado e tráfico de drogas.
Relembre morte do cabo Glauber
O policial militar Glauber Rosa Santos morreu após ser baleado na cabeça, no bairro do Vale das Pedrinhas, no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, no dia 3 de fevereiro.
Antes de morrer, o agente chegou a ser socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE), em estado grave e encaminhado imediatamente para o centro cirúrgico.
O disparo foi feito com um fuzil calibre 5,56, cujo projétil ficou alojado na cabeça. Ele foi atingido por um grupo de homens armados enquanto equipes do 30º Batalhão realizavam rondas preventivas na região durante a Operação Paredão.
Fonte: A Tarde



