quarta-feira, março 18, 2026
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Suspeita de envolvimento em sequestro tem prisão mantida após audiência de custódia

A Justiça decidiu converter em prisão preventiva a detenção em flagrante de Emile Quessia Oliveira da Silva Sena, investigada por participação no sequestro de três mulheres em Salvador. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na manhã desta quarta-feira, 18.

Com o entendimento pelo mantimento da prisão, a suspeita permanecerá custodiada enquanto as investigações seguem em andamento.

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Decisão reforça gravidade do caso

Emile foi presa durante a operação que resultou no resgate das vítimas, após a polícia identificar uma transferência bancária feita por uma das mulheres sob coação. O valor teria sido enviado para a conta da suspeita, o que permitiu o rastreamento e a localização dela.

A conversão para prisão preventiva ocorre quando a Justiça avalia que há elementos suficientes que indicam a necessidade de manter o investigado preso, seja para garantir a ordem pública, evitar interferência nas investigações ou impedir a continuidade de crimes.

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De acordo com as investigações, Emile teria papel direto na ação criminosa. Ela é apontada como responsável por indicar o imóvel, no bairro de Plataforma, onde as vítimas foram mantidas em cativeiro. No local, as três mulheres permaneceram sob ameaça por cerca de 12 horas.

Sequestro aconteceu em estacionamento de shopping

O crime ocorreu na noite do último domingo, 15, no estacionamento de um shopping localizado no bairro Caminho das Árvores. Uma idosa de 77 anos e suas duas filhas foram abordadas por homens armados e obrigadas a entrar em um veículo.

As vítimas foram levadas para um imóvel e, durante o período em que ficaram sob poder dos criminosos, foram forçadas a realizar transferências bancárias.

O resgate aconteceu na madrugada de segunda-feira, 16, após ação policial que também resultou na prisão da suspeita.

Suspeita teria ligação com grupo criminoso

As investigações apontam ainda que Emile pode ter ligação com o planejamento do crime. Ela é casada há sete anos com um detento apontado como integrante da facção criminosa Bonde do Maluco (BDM), investigado por tráfico de drogas.

Segundo a polícia, o homem teria articulado o sequestro mesmo estando preso, enquanto a suspeita teria atuado fora do sistema prisional, dando suporte à ação.

O histórico da investigada inclui ainda um episódio judicial recente, quando a Justiça da Bahia negou um pedido feito por ela para reaver um celular apreendido com o companheiro durante uma operação policial.



Fonte: A Tarde

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