quinta-feira, abril 2, 2026
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Subsídio ao diesel não terá impacto direto de R$ 1,20 na bomba, diz Sindicombustíveis Bahia – Acorda Cidade



O Governo Federal anunciou um acordo para conter o avanço no preço do diesel, diante da crise internacional provocada pelo conflito no Oriente Médio. Logo após o anúncio em âmbito nacional, o Governo da Bahia anunciou que vai aderir ao programa, com o objetivo de colaborar no controle do preço do diesel para os consumidores. A medida provisória ainda não foi publicada pelo Governo Federal.

O presidente do Sindicombustíveis Bahia, Glauco Alves Mendes, esclarece que compactua com todas as medidas adotadas para conter a volatilidade do preço do combustível e reconhece a importância da iniciativa. Mas, antecipa o debate para evitar mais uma narrativa equivocada contra os postos.

É importante esclarecer que o subsídio anunciado, de R$ 1,20 por litro sobre o diesel importado, não se refletirá diretamente em uma redução de R$ 1,20 no preço da bomba. O impacto real deve ser proporcional ao diesel importado, que, atualmente, representa aproximadamente 25% do volume comercializado no mercado nacional.

Vale ainda salientar que as distribuidoras de combustíveis não compram 100% do diesel com essa nova condição tributária. E, segundo o veiculado na imprensa nacional, as grandes distribuidoras de combustíveis decidiram não participar do programa de subvenção ao preço do diesel, pois o prazo de inscrição para receber subvenção pelas vendas em março se encerrou no dia 31, sem a participação das três maiores distribuidoras do setor, responsáveis por metade das importações privadas do combustível: Vibra, Ipiranga e Raízen.

É necessário esclarecer:

  • O posto não compra da Refinaria de Mataripe (Acelen);
  • O posto não compra de importadores;
  • O posto não mistura biodiesel ao diesel;
  • Tudo isso é feito pelas distribuidoras.

O posto é o último elo da cadeia de produção e comercialização. Apenas revende. O cenário que vivenciamos hoje é complexo e precisa ser tratado com responsabilidade.

Deve-se analisar toda a cadeia, do poço ao posto, e não transferir a responsabilidade para o último elo. O que não podemos aceitar é culpar o revendedor que não forma preço e não define custos.

Enquanto houver instabilidade internacional e restrição de oferta, os efeitos continuam mesmo após o fim do conflito.

O Sindicombustíveis Bahia permanece à disposição para esclarecimentos e reforça seu compromisso em defender a revenda baiana e, também, em levar aos consumidores informações corretas e transparentes sobre o mercado de combustíveis.

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Fonte: Acorda Cidade

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