domingo, março 29, 2026
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Soldados israelenses atacam equipe de jornalismo em área sob ocupação

Soldados pertencentes ao Exército israelense atacaram uma equipe de jornalismo da CNN na Cisjordânia, área do território palestino sob ocupação de Israel. A associação internacional de imprensa realizou a acusação neste sábado, 28, no entanto, o caso ocorreu na quinta-feira, 26.

De acordo com o correspondente da CNN em Jerusalém, Jeremy Diamond disse que o fotojornalista Cyril Theophilos foi agredido e seus colegas detidos por duas horas.

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O episódio ocorreu quando os profissionais tentavam documentar as consequências de um ataque de colonos israelenses e o estabelecimento de um posto avançado ilegal na Cisjordânia.

A associação Foreign Press Association (FPA) garante que o incidente “não foi um mal-entendido”, mas um “ataque violento à liberdade de imprensa”.

Entenda como soldados israelenses agiram

Segundo a entidade, os soldados tentaram impedir as filmagens e ameaçaram confiscar a câmera utilizada para o trabalho. Momentos depois, um soldado das Forças de Defesa de Israel se aproximou do fotojornalista e aplicou um mata-leão, jogando-o no chão e quebrando seu equipamento.

“Apontar rifles para jornalistas e civis, agredir fisicamente um câmera e deter uma equipe são ações que ultrapassam todos os limites”, declarou a FPA.

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Episódio anterior

Este é o segundo incidente do tipo envolvendo a CNN neste mês. Dias antes, policiais israelenses fraturaram o pulso de um produtor do veículo.

O caso ocorreu quando jornalistas registravam fiéis muçulmanos que rezavam fora das muralhas da cidade antiga de Jerusalém, durante o mês sagrado do Ramadã, após terem o acesso à mesquita negado por forças de segurança israelenses.

O que diz o Exército israelense?

As Forças de Defesa de Israel (IDF) dizem que o comportamento dos soldados não representa a corporação e vai contra o que se espera dos soldados. Segundo a IDF, o caso será investigado.

Entenda o conflito

Israel tomou a Cisjordânia e Jerusalém Oriental em 1967 e, hoje, cerca de 700 mil colonos israelenses vivem nesses territórios, ao lado de 3 milhões de palestinos. No entanto, palestinos reivindicam as áreas com Jerusalém Oriental como capital.

Apesar do conflito ser antigo, a situação se intensificou desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023.



Fonte: A Tarde

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