O furto de cabos de cobre das sinaleiras de Salvador gerou um prejuízo de mais de R$ 1 milhão para substituir equipamentos necessários ao trânsito da cidade. O numerário é alto, embora em queda, pois saiu de R$ 1.627.000 em 2022 para R$ 1.392.000 em 2024, caindo ao patamar de 2025.
Para consumar o crime, os autores terminam por ampliar o prejuízo aos cofres públicos porque inutilizam de roldão outros dispositivos componentes da peça. Não se pode justificar o ilícito, sob qualquer argumento, mesmo o mais persuasivo, pois é um delito potencialmente multiplicador de maus efeitos.
Tudo sobre Opinião em primeira mão!
Quem alerta é o superintendente da Transalvador, Diego Brito, elevando a ação a um potencial atentado contra a vida, por prejudicar a mobilidade de milhares. Ao deixar de cumprir sua função de regular a passagem e o avanço dos automóveis, a sinaleira quebrada torna-se um ponto de insegurança imediata.
Por serem mais vulneráveis, pedestres, ciclistas e motociclistas passam da condição de vetores de movimento para a de alvos, correndo risco nas ruas. No caso de a polícia decidir montar alguma operação especial, além de focar os horários noturnos — os predominantes na ocorrência do crime —, já se tem a relação dos locais preferidos para as rapinas.
Locais de maior incidência:
- Avenida Joana Angélica;
- Avenida Sete de Setembro;
- Avenida J.J. Seabra (Barroquinha);
- Avenida Silveira Martins (Cabula);
- Rótula do Abacaxi.
A Avenida Suburbana apresenta perfil difícil para tocaia, por sua longa extensão de 14 quilômetros. Os danos apresentam duas categorias, cada qual carregando um período de conserto proporcional à avaria:
- Parcial: até 3 horas.
- Perda total: dois dias.
Ao cidadão consciente, pede-se cumprir seu papel e discar 156 para reportar alguma ocorrência, ou acionar a Guarda Civil no (71) 99623-4955 e a Polícia Militar no 190. O sinal precisa estar sempre fechado para o crime.
Fonte: A Tarde



