William Shakespeare, um dos maiores nomes da dramaturgia na história do Ocidente, pode ter sido, na verdade, uma mulher negra e de origem judaica, como aponta a pesquisadora britânica Irene Coslet no livro “The Real Shakespeare: Emilia Bassano Willoughby”.
Capa do livro “The Real Shakespeare: Emilia Bassano Willoughby”
A obra sugere que William Shakespeare, que viveu entre 1564 e 1616, teria sido um pseudônimo utilizado por Emilia Bassano, que viveu entre 1558 e 1603, sendo reconhecida como uma das precursoras da literatura feminista. A teoria é corroborada pelo fato de a verdadeira identidade do poeta inglês ser alvo frequente de debates no meio acadêmico.
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A tese da pesquisadora, publicada em 30 de janeiro deste ano, é uma das muitas que defendem que William Shakespeare, na verdade, nunca existiu. “O debate sobre a identidade do poeta mais amado de todos os tempos e ‘pai’ do mundo anglófono ainda persiste”, diz a descrição do livro.
“Gerações de pesquisadores tentaram desmantelar o mito do Homem de Stratford. Agora, neste livro intrigante e bem documentado, Irene Coslet demonstra conclusivamente que Shakespeare não era um homem, mas uma mulher: uma dama de pele escura, de origem judaica, nascida em uma família de músicos da corte veneziana, e a mãe do mundo anglófono. Seu nome era Emilia Bassano.”
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A teoria se sustenta, entre outras coisas, nas fracas evidências documentais que comprovem o nascimento do poeta, de forma que diferentes escritores britânicos teriam publicado obras sob a alcunha de William Shakespeare. Contudo, o livro de Irene Coslet não se propõe unicamente a analisar a suposta inexistência de Shakespeare, mas também discutir a “condição das mulheres na época em que Shakespeare escrevia”.
“[A autora Irene Coslet] explica que o feminismo já existia na Inglaterra elisabetana e jacobina. Revela não só que Shakespeare era uma mulher, mas também que ela defendia as mulheres. Reintegra Emilia ao contexto da época, por exemplo, explorando a relação entre Emilia e a Rainha Elizabeth I”, acrescenta a descrição.
Fonte: A Tarde



