A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado instala nesta quarta-feira, 4, um grupo de trabalho para acompanhar as investigações relacionadas ao Banco Master, liquidado pelo Banco Central (BC) em meio a uma fraude estimada em R$ 12 bilhões.
A expectativa é que, nesta primeira reunião, o grupo defina as prioridades e o cronograma de depoimentos. Entre os nomes que devem ser ouvidos estão Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central; e o ex-presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto.
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O presidente da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL), também deve apresentar um plano de trabalho que estruture a investigação em frentes institucionais simultâneas, com visitas formais às autoridades responsáveis pelo sistema financeiro.
A avaliação é de que esses encontros são necessários para alinhar o escopo da atuação do Senado, evitar conflitos entre os Poderes e mapear o estágio real das investigações administrativas, criminais e de controle externo.
Audiências públicas
O grupo de trabalho também deverá realizar audiências públicas temáticas para tratar dos seguintes pontos:
- Liquidação extrajudicial do Banco Master;
- Atuação do Banco Central no caso;
- Papel da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na supervisão do mercado;
- Funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no ressarcimento de investidores;
- Eventuais falhas de supervisão e gargalos regulatórios evidenciados pelo caso.
Liquidação extrajudicial do Master
Em novembro de 2025, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. A decisão foi tomada um dia após a Fictor Holding apresentar uma proposta de compra da instituição de Daniel Vorcaro e pouco mais de dois meses depois de o Banco Central rejeitar a aquisição pelo Banco de Brasília (BRB).
No ofício assinado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a liquidação do Banco Master é justificada “em razão do comprometimento da situação econômico-financeira da instituição”.
Paralelamente a liquidação, uma operação da Polícia Federal (PF) passou a investigar supostas fraudes financeiras relacionadas ao Master.
Fonte: A Tarde



