quarta-feira, março 25, 2026
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Sem petróleo? Hidrogênio feito de lixo promete aposentar combustíveis fósseis

O universitário Elias de Jesus desenvolve projeto inovador na Bahia –

No cenário dinâmico da transição energética, estudantes e pesquisadores ganham protagonismo ao apresentar soluções inovadoras para um futuro mais sustentável.

Foi nesse contexto que o universitário Elias de Jesus chamou atenção durante o 2º iBEM (The International Meeting on Brazil’s Energy), realizado no Centro de Convenções de Salvador, na Boca do Rio, em Salvador.

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O evento, que começou nesta terça-feira, 24, e segue até quinta-feira, 26, reúne especialistas, acadêmicos e representantes do setor energético para discutir alternativas sustentáveis e inovadoras para a Bahia, o Brasil e o mundo.

Aluno da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Elias está no 9º semestre de Engenharia de Energias e já possui formação em Energia e Sustentabilidade. Durante um dos painéis do encontro, ele apresentou um projeto sobre o potencial da biomassa para a produção de hidrogênio verde – uma das apostas mais promissoras da matriz energética limpa.

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Biomassa e energia limpa

Segundo Elias, a pesquisa surgiu da necessidade de aproveitar resíduos gerados pela agroindústria, como os provenientes da produção de dendê, mandioca e frutas.

Esses materiais, muitas das vezes descartados, podem ganhar uma nova função estratégica.

“A gente fez essa pesquisa baseado no potencial da biomassa para produzir hidrogênio verde. Esse resíduo que muitas vezes não tem aplicação pode ser transformado em energia”, explicou ele.

O projeto propõe justamente transformar o que para muitos seria considerado lixo em recurso energético, contribuindo para a redução das emissões de carbono e diminuindo a dependência de combustíveis fósseis.

“O que seria descartado volta para reúso. A gente pode gerar energia e diminuir essa emissão de carbono”, destacou Elias, ao enfatizar o impacto ambiental positivo da iniciativa.

| Foto: José Simões | Ag. A TARDE

Potencial do interior e inclusão energética

Além da relevância ambiental, o trabalho também tem um forte recorte regional. O estudo foi desenvolvido com foco no Recôncavo Baiano, ampliando o olhar sobre o potencial energético fora dos grandes centros urbanos.

“A gente pode também trazer o interior para participar desse progresso, desse incentivo à produção e à inserção de recursos”, afirmou Elias.

Para Elias, a participação no evento é um passo importante na sua trajetória acadêmica e profissional. Ele ressalta o valor do intercâmbio de conhecimento proporcionado pelo encontro.

“Participar do IBEM para mim é crucial, porque é um momento de mostrar minha pesquisa, aprender com outras áreas e fazer conexões que podem dar aplicabilidade ao que a gente desenvolve”, disse.

O 2º iBEM consolida-se como um espaço de troca e construção coletiva, reunindo diferentes vozes em torno de um objetivo comum: pensar o futuro da energia de forma sustentável, inclusiva e inovadora.



Fonte: A Tarde

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