Pessoas curtindo evento no Farol da Barra –
Salvador não é a cidade mais negra fora da África, tampouco a capital com maior população preta ou parda do Brasil, ao contrário do que se consolidou no imaginário nacional. A informação é baseada em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Considerando o senso de 2022, a capital baiana tem 2,011 milhões de pessoas pretas ou pardas, número que corresponde a 83,2% da população.
Tudo sobre Salvador em primeira mão!
Assim, em comparação às outras capitais do Brasil, Salvador ocupa apenas o terceiro lugar no ranking:
- São Paulo (4,980 milhões de pessoas);
- Rio de Janeiro (3,372 milhões);
- Salvador (2,011 milhões).
Entre os municípios brasileiros, a posição da capital baianaé apenas 484ª, sendo a liderança com Serrano do Maranhão, no estado do Maranhão, onde 97,2% dos habitantes são pretos ou pardos.
O ranking segue com Terra Nova e Teodoro Sampaio, ambas na Bahia, com 96,2% e 95,2%, respectivamente.
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Ranking apenas com autodeclarados pretos
De acordo com o IBGE, mesmo se forem consideradas apenas as pessoas que se autodeclararam pretas, Salvador também aparece muito abaixo na lista.
No total, a capital baiana tem 825.509 pretos, o que correspondem a 34,1% da população. Desta forma, ainda continua na 3ª posição, atrás de São Paulo (1,160 milhão) e Rio de Janeiro (968,4 mil).
No ranking nacional geral, Salvador sobe, ocupando a 44ª posição, em um ranking liderado por Serrano do Maranhão (58,5%), Antônio Cardoso (55,1%) e Ouriçangas (52,8%), na Bahia.
Quando se considera as capitais do país, Salvador possui a maior proporção de pessoas pretas na sua população com um índice de 34,1%.
Qual a cidade mais negra fora da África?
Não há levantamentos específicos sobre o tema, no entanto, Nova Iorque é considerada a cidade com a maior população negra em números absolutos fora da África.
Segundo dados recentes do censo dos Estados Unidos, mais de 2 milhões de habitantes se identificam como negros ou afro-americanos, o que representa cerca de 24% da população total da cidade.
Esse número inclui tanto afro-americanos quanto uma grande parcela de imigrantes e descendentes de países do Caribe, como Jamaica, Haiti e República Dominicana.
Fonte: A Tarde



