O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia, na próxima segunda-feira, 17, uma das viagens internacionais mais estratégicas de seu mandato. Com uma comitiva apelidada de “Arca de Noé” devido à sua magnitude — que inclui ao menos 10 ministros e mais de 300 empresários —, o roteiro de oito dias passará pela Índia e pela Coreia do Sul, focando em tecnologia de ponta e expansão do agronegócio.
Primeira Parada: Índia e o Protagonismo na IA
Em Nova Délhi, Lula participará da Cúpula Global sobre Inteligência Artificial (19 e 20 de fevereiro), marcando a primeira vez que um chefe de Estado brasileiro integra um evento desse nível sobre o tema. O Brasil, que copresidirá um grupo de trabalho sobre “IA Segura e Confiável” ao lado do Japão, busca defender uma tecnologia voltada ao “Sul Global”, evitando o monopólio das grandes potências.
Tudo sobre Política em primeira mão!
A agenda na Índia também inclui:
- Fórum Empresarial Brasil-Índia: Discussões sobre fertilizantes, energia limpa e minerais estratégicos.
- Defesa e Aeroespacial: Anúncio de parcerias entre a Embraer e a gigante indiana Adani Defense.
- Facilitação de Vistos: Entrada em vigor do acordo que estende a validade de vistos de turismo e negócios de 5 para 10 anos.
Leia Também:
Segunda Parada: Coreia do Sul e a “Guerra da Carne”
No dia 22, a comitiva segue para Seul. Esta é a primeira visita de Estado de Lula ao país, com o objetivo central de abrir o mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira. A urgência do tema se deve às novas cotas de importação impostas pela China em dezembro de 2025, que taxam em 55% o excedente de volume exportado, obrigando o Brasil a diversificar seus compradores.
Os destaques na Coreia do Sul são:
- Parceria Estratégica: Assinatura de um plano de ação trienal (2026-2029) para elevar o nível das relações diplomáticas.
- Cosméticos e Tecnologia: Atração de fábricas sul-coreanas para o Brasil e aproximação de fornecedores de matérias-primas brasileiras.
- Saúde: O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, integra a missão buscando parcerias para a produção de medicamentos oncológicos no estado, visando reduzir custos para o SUS.
Embora convidados, os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, declinaram o convite para focar nas agendas legislativas em Brasília, deixando a representação política focada no Executivo e no governo baiano.
Fonte: A Tarde



