A equipe utilizou inteligência artificial para cruzar dados clínicos e trechos de RNA –
A ciência acaba de dar um passo gigante para decifrar o relógio biológico humano. Uma pesquisa liderada por Virginia Byers Kraus, da Duke University, revelou que um simples exame de sangue é capaz de determinar a probabilidade de um idoso sobreviver pelos próximos dois anos com uma precisão impressionante de 86%.
O segredo da descoberta está nas moléculas chamadas piRNAs. Ao analisar mais de 1.200 amostras de sangue de adultos com 71 anos ou mais, os pesquisadores notaram que níveis mais baixos dessas moléculas estão diretamente ligados a uma vida mais longa.
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O estudo foi publicado recentemente no renomado periódico Aging Cell. A equipe utilizou inteligência artificial para cruzar dados clínicos e trechos de RNA.
O resultado mostrou que a análise dessas moléculas foi mais eficaz para prever a sobrevivência a curto prazo do que indicadores tradicionais, como níveis de colesterol, pressão arterial ou até mesmo a idade cronológica do paciente.
Saiba a diferença entre previsões de curto e longo prazo
Embora o exame de sangue seja um aliado poderoso para o futuro imediato (cerca de dois anos), os hábitos de vida continuam sendo soberanos para a longevidade a longo prazo.
Fatores como atividade física, alimentação e histórico médico ainda são os melhores preditores para quem busca viver décadas a mais.
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Para a professora Virginia Kraus, níveis elevados de piRNA podem sinalizar que algo no organismo está “fora do rumo”. Essa descoberta abre portas para novas terapias que promovam um envelhecimento mais saudável, permitindo intervenções médicas antes mesmo de sintomas graves aparecerem.
Próximos passos e a manutenção da saúde
Apesar do entusiasmo com a nova tecnologia, os cientistas reforçam que os hábitos cotidianos ainda são fundamentais. A próxima fase da pesquisa vai investigar se mudanças na dieta ou o uso de medicamentos específicos podem alterar os níveis de piRNA no sangue e, consequentemente, estender a vida.
O método ainda passará por mais testes laboratoriais antes de chegar aos consultórios, mas já é considerado um divisor de águas na medicina geriátrica.
Fonte: A Tarde



