A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, decidiu não desfilar em um carro alegórico no Sambódromo da Marquês de Sapucaí no domingo, 15, para evitar possíveis perseguições ao presidente Lula e à escola Acadêmicos de Niterói, que o homenageava.
Em vez de participar do desfile, Janja assistiu à apresentação ao lado do presidente, no camarote da Prefeitura do Rio. No carro alegórico, ela foi substituída por Fafá de Belém.
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Segundo nota divulgada por sua assessoria, “mesmo com toda segurança jurídica de que a primeira-dama, Janja Lula da Silva, poderia desfilar, diante da possibilidade de perseguição à escola e ao presidente Lula por receber uma das maiores honrarias que um brasileiro pode ter, que é ser homenageado por uma Escola de Samba, Janja optou por não desfilar para estar ao lado da pessoa que ela mais ama na vida”.
A semana anterior ao desfile foi marcada por pressão da oposição, que acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para tentar impedir a apresentação, sob a alegação de propaganda eleitoral antecipada. A liminar foi negada, mas os magistrados alertaram que “eventuais ilícitos” poderiam ser apurados posteriormente.
A presidente do tribunal, Cármen Lúcia, afirmou que o Carnaval não pode ser “fresta” para crimes eleitorais e mencionou o “risco muito concreto, plausível, de que venha acontecer algum ilícito”, que seria analisado pela Justiça Eleitoral.
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A participação de Janja também gerou divergências entre aliados. Ministros e integrantes do governo orientaram cautela, e deputados do PT que são candidatos foram aconselhados a não comparecer.
A decisão de não desfilar foi tomada na quinta-feira, 12, mas não foi divulgada de imediato para não desestimular a escola. Ainda segundo a nota, Janja desceu à concentração para apoiar a Acadêmicos de Niterói e depois acompanhou a homenagem ao lado do presidente.
Fonte: A Tarde



