A Copa do Brasil de 2026 vai ficar para sempre marcada na história e nos cofres do Jacuipense. Na última quarta-feira, 11, o Leão do Sisal venceu o Santa Catarina por 1 a 0, fora de casa, e garantiu vaga na 4ª fase da competição, indo mais longe que nunca e, claro, recebendo mais do que nunca também.
Com a vaga na quarta fase, o clube assegurou R$ 1,07 milhão, elevando para R$ 2.850.400 o total arrecadado pelo clube na atual edição da Copa do Brasil.
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O dinheiro chega em um momento importante para a saúde financeira da equipe. Em entrevista ao MASSA!, o presidente do Conselho Deliberativo do Jacuipense, Felipe Sales, explicou que a prioridade será quitar dívidas acumuladas após um ano de dificuldades financeiras.
“Vamos pagar o que devemos. A gente passou um ano de 2025 com um calendário muito ruim. Então a gente ficou muito sem fluxo. E como a gente é um clube que trabalha o ano todo, mesmo tendo só um calendário pequeno, nós temos categoria de base para manter”, explicou.
“E alguns jogadores com contrato que a gente não conseguiu emprestar. A gente teve que fazer um esforço descomunal, ficamos sem fluxo durante o ano passado todo. E só tivemos um pouquinho de receita do Campeonato Estadual, então a gente abriu um passivo muito grande do ano passado pra cá”, completou.
Sofrimentos do interior
No entanto, muito além de dívidas, o Jacupa precisa se preocupar com os custos de ser um time do interior, o que não é em nada facilitado pela baixa receita do Campeonato Baiano.
“A gente acabou tendo a necessidade de ir, porque o Campeonato Baiano é deficitário por si mesmo. Então a gente recebe dentro do campeonato estadual 300 e poucos mil, 400 mil que seja, mas a gente gasta um milhão e meio“, revelou.
“Se você botar que a gente precisa treinar um mês antes, aí ano passado foram dois meses e meio de competição, então nós temos três meses e meio, quase quatro meses de competição. Se a gente pegar numa média aí de 350 mil por mês, que é a despesa do clube, você imagine”, especulou.
O dirigente citou ainda os custos logísticos das partidas disputadas fora de casa, afirmando que, para jogar em Porto Seguro, foi necessário desembolsar 60 mil reais em custos de viagem, mostrando os gastos extras que clubes do interior enfrentam.
Projetos de estrutura
Mas o clube não vive só de dívidas e viagens. Além de reorganizar as finanças, o Jacuipense também planeja investir em infraestrutura para fortalecer o clube nos próximos anos.
De acordo com Sales, o Leão do Sisal possui uma área em Riachão do Jacuípe, de aproximadamente 20 mil metros quadrados, que pode receber novos equipamentos esportivos.
“Nós temos uma área em Riachão de aproximadamente 20 mil metros quadrados. Permitiríamos ter dois campos e um alojamento“, explicou.
Outro projeto envolve a construção de uma estrutura em Salvador, em uma área localizada na Estrada do Coco, que poderia ser doada ao clube por um empresário parceiro.
“E em Salvador nós temos uma área também, em parceria com um empresário amigo, que faria essa doação da área para a gente, na Estrada do Coco, para a gente construir e, obviamente, permitir que a gente tenha essa estrutura em Salvador também”, afirmou.
Campanha histórica
Essa é a quarta participação do Jacuipense na Copa do Brasil e a primeira vez que o clube chega à quarta fase do torneio. Nas participações anteriores, o time do interior baiano havia sido eliminado duas vezes na estreia e tinha avançado apenas até a segunda fase, em 2015.
Agora, o Leão do Sisal aguarda o próximo adversário na competição. A equipe enfrentará o Novorizontino, rumo a mais um passo importantíssimo tanto para o esportivo, quanto para o financeiro do clube.
Segundo o dirigente, a expectativa é que uma eventual nova classificação na competição permita que o clube encerre o ciclo financeiro atual sem dívidas.
“Se passarmos de fase, mais uma vez, a gente consegue botar as contas em dia. Aí então a gente tem pensamento de, obviamente, ficar zerado, de dívida, de tudo. Ano que vem a gente passa a ter um calendário igual a esse”, disse.
“Então a gente já imagina que com esse dinheiro a gente mantém esse ano todo, paga o que a gente está devendo, e aí entra o 2027 zerado”, projetou.
Fonte: A Tarde



