Nas Olimpíadas de Inverno, uma das figuras que mais têm chamado a atenção do público é a “Ice Queen”, a rainha do gelo italiana. Aos 25 anos, Alessia Crippa é o símbolo de toda uma geração do skeleton, modalidade em que atletas descem pistas de gelo a mais de 130 km/h deitados sobre um trenó metálico.
Ela mesma sabe – nas redes sociais, costuma dizer que desliza como um pinguim nas pistas de gelo, mas seus fãs a deram o posto de rainha do gelo a partir dos muitos títulos empilhados pela atleta em sua carreira.
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Quem é a Ice Queen?
Alessia nasceu em Domodossola, na Itália, e foi criada em Crodo. Por lá, conheceu a primeira paixão de sua vida – o atletismo. Não demorou até que a pequena Alessia deixasse de correr para ir rumo à neve, praticando esqui alpino antes de migrar para o skeleton.
A estreia internacional no esporte que a consagrou aconteceu em 14 de janeiro de 2016, na etapa de Königssee da Copa Europa. Na primeira temporada, somou 34 pontos e terminou em 33º lugar na classificação geral.
Na temporada 2017/18, passou a frequentar o top 20 pela primeira vez, com resultados consistentes em Altenberg e Igls, e disputou o Mundial Júnior de St. Moritz, sendo a melhor italiana na prova.
Em 2018/19, os anos de ouro começaram a se aproximar. Aqui, vieram os primeiros top 10 na Copa Europa, novamente em Altenberg, além de nova convocação para o Mundial Júnior, desta vez em Königssee.
Na transição de 2019 para 2020, Alessia estreou na Copa Intercontinental (Sochi), com 9º lugar na primeira prova, alcançou a 13ª posição geral no circuito, conquistou seus primeiros pódios na Copa Europa (duas pratas em Igls) e finalizou a temporada com a 12ª colocação geral.
O desempenho rendeu a estreia na Copa do Mundo, em janeiro de 2020, com 22º lugar em Königssee. No mesmo ano, ficou em 8º no Mundial Júnior de Winterberg e disputou seu primeiro Mundial adulto, em Altenberg, terminando em 22º no individual e 14º na prova por equipes mistas, ao lado de Amedeo Bagnis.
Alessia Crippa
Alessia na Copa do Mundo
A essa altura, a ídola italiana já era figurinha carimbada na Copa do Mundo, terminando a temporada 2020/21 em 15º lugar geral, seu melhor resultado no circuito até aqui. No Mundial de Altenberg, então, repetiu o 22º lugar no individual e foi 9ª por equipes.
No júnior, terminou em sétimo no Mundial de Sankt Moritz e foi medalha de prata no Europeu Júnior de Innsbruck (2021), consolidando ainda mais seu nome no esporte.
Em 2021/22, enfrentou certa irregularidade na Copa do Mundo, mas voltou a subir ao pódio continental com o bronze no Europeu Júnior de Altenberg. Nesse período, passou a integrar o Centro Sportivo da Aeronáutica Militar Italiana, fortalecendo a estrutura profissional da carreira.
Com três pratas e um bronze em campeonatos italianos, Crippa se tornou cada vez mais um nome pelo qual seu país torcia – e nas Olimpíadas não é diferente. Com carisma, consistência técnica e crescente presença midiática, Crippa ajudou a ampliar a visibilidade do skeleton na Itália, uma modalidade tradicionalmente de nicho.
Hoje, a “Ice Queen” é um símbolo da transformação de um esporte antes escondido e menos popular em um fenômeno que arrasta fãs para acompanhar as Olimpíadas de Inverno.
Fonte: A Tarde



