sexta-feira, março 20, 2026
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“Quem chamou a polícia fui eu”

O caso da adolescente Thamires Pereira, de 14 anos, encontrada morta após dias desaparecida, ainda segue cercado de versões. Nesta sexta-feira, 20, a ex-esposa do suposto mandante, Davi de Jesus Ferreira, preso por violência doméstica em fevereiro, negou que tenha sido a adolescente que denunciou o caso para polícia, mas, sim, ela mesma.

“Quem chamou a polícia fui eu. Thamires não estava nem na hora. Eu estava dentro de casa, presa, com minha filha, e liguei porque eles estavam lá embaixo me ameaçando. Quando a polícia chegou, ele já foi colocado na viatura. Quando ela apareceu, já estava tudo acontecendo. Não foi ela”, relatou Natali Lima Ferreira, em entrevista ao Portal A TARDE.

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Na tarde desta quinta-feira, 19, após o corpo da adolescente ser encontrado, a Polícia Civil chegou a informar que a linha de investigação era de que Thamiris teria sido morta como uma forma de “vingança” por ter presenciado a agressão e chamado a polícia.

Porém, segundo Natali, a adolescente chegou ao local apenas depois da intervenção policial. “Ela tinha acabado de chegar da escola. Quando passou e viu, ele já estava no carro da polícia. Não foi ela que denunciou nada. Se ela não estava lá, como é que ia denunciar?”, questionou

Ciúmes, boato e o início da confusão

Davi e Natali tiveram um relacionamento de 16 anos e possuem três filhos. Natali conta que estava separada havia cerca de dois meses quando foi vista cumprimentando um amigo na rua e o primo de Davi, Rodrigo Faria – preso por envolvimento na morte da adolescente – teria inventado que ela estaria com outra pessoa.

“Um dia antes, nós brigamos e ele quebrou meu dedo, mesmo já separados. No ia seguinte, eu encontrei um amigo e só passei e falei ‘oi, amigo’, coisa normal. O Rodrigo viu a cena e disse que tinha homem dentro da minha casa, coisa que nunca aconteceu. Aí ele convenceu Davi a vir na minha casa junto com ele. Rodrigou que ficou colocando pilha a todo momento”, contou.

Ainda segundo ela, os primros ficaram fazendo ameças na casa. “Eles ficaram lá embaixo me encurralando. Eu estava dentro de casa, trancada, com minha filha. Minha filha desmaiou. Eu não tinha como sair, não tinha como descer, fiquei sem saída”, contou.

Foi nesse momento que decidiu acionar a polícia. “Eu liguei porque estava com medo. Disse que estava presa dentro de casa, com eles lá fora, me ameaçando. Só consegui sair quando a viatura chegou”, disse.

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“Não acredito que Davi tenha envolvimento”, diz Natali

Ao ser questionada sobre a possível participação de Davi na morte da adolescente Thamires, Natali Lima Ferreira afirmou não acreditar no envolvimento do ex-companheiro no crime.

Segundo ela, apesar do histórico de conflitos no relacionamento, não há elementos que, na visão dela, liguem diretamente Davi ao assassinato. “Eu não acredito que ele tenha mandado fazer nada disso, não. Na minha cabeça, ele não faria isso. Ele nunca demonstrou isso comigo”, afirmou.

Acusações contra o primo

Para Natali, a responsabilidade pelo crime deve estar ligada ao primo de Davi, identificado como Rodrigo, descrito por ela como uma pessoa agressiva e com histórico de violência.

“Pra mim, foi ele. Ele era uma pessoa ruim, vivia armado, gostava de confusão. Era ele que armava tudo, colocava coisa na cabeça dos outros. Todo mundo sabia como ele era. Ninguém gostava dele. Ele já tinha feito muita coisa errada, já tinha ameaçado gente, já tinha causado problema antes”, disse.

Apesar de apontar suspeitas, Natali afirmou que não tem informações concretas sobre o que levou à morte de Thamires e destacou que está afastada de todos os envolvidos.

“Eu não sei de nada, de verdade. Estou com medida protetiva, não tenho contato com ninguém. Apaguei o número de todo mundo, não sei o que aconteceu depois disso”, afirmou.

Rodrigo Faria | Foto: Reprodução

Relembre o crime

Thamiris Pereira, de 14 anos, desapareceu no último dia 12 de março após retornar da escola no bairro Jardim das Margaridas. Uma semana depois, o corpo da jovem foi encontrado na região de Fazenda Cassange, em Salvador.

No momento em que foi encontrada, a jovem estava nua a farda da escola em um saco, ao lado dela. Ela portava seus objetos pessoais, além de duas facas, que também foram encontradas próximas ao corpo.



Fonte: A Tarde

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