Aeronave de pequeno porte, matrícula PR-TSM, caiu logo após a decolagem –
A manhã de sábado, 21, começou com o som característico dos motores no Aeroclube de Manaus, um dos pontos de maior movimentação da aviação geral no Norte do país. No entanto, por volta das 09h30, o ronco do monomotor PR-TSM foi substituído por um estrondo seco.
A aeronave, que havia acabado de deixar a pista, perdeu sustentação e caiu em uma área de vegetação densa dentro dos limites do aeródromo, no bairro de Flores, zona Centro-Sul da capital amazonense. O impacto foi fatal.
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O resgate: corrida contra o tempo
Minutos após a queda, as sirenes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) tomaram as avenidas próximas. A cena encontrada pelas equipes era de destruição total da seção frontal da aeronave.
- Danos materiais: o motor e o cockpit foram esmagados pelo impacto direto contra o solo.
- Vítimas: o comando dos bombeiros confirmou uma morte no local. Até o fechamento desta edição, a identidade do ocupante não havia sido revelada oficialmente, aguardando a notificação dos familiares.
- Segurança: a área foi isolada devido ao risco de explosão pelo vazamento de combustível (AvGas).
“O impacto foi de grande energia. Nossa prioridade foi o isolamento da área e a estabilização da aeronave para permitir o trabalho da perícia”, afirmou um dos oficiais que atua na ocorrência.
A investigação: o papel do Cenipa
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), através do SERIPA VII, já assumiu a coordenação dos trabalhos técnicos. A investigação se dividirá em três pilares fundamentais:
- Fator humano: condições de saúde e treinamento do piloto.
- Fator material: análise de possíveis falhas mecânicas ou fadiga de componentes.
- Fator operacional: condições meteorológicas e peso de decolagem.
A aeronave PR-TSM passará por uma triagem detalhada para identificar se houve perda de potência no motor logo após a rotação na pista.
O histórico do aeroclube de manaus
A reportagem do Portal A TARDE levantou dados que mostram o Aeroclube de Manaus como um ponto sensível para a aviação regional.
Cercado por áreas urbanas densamente povoadas, qualquer falha mecânica após a decolagem deixa poucas opções de pouso de emergência para os pilotos, tornando a área de vegetação interna um “fiel da balança” para evitar tragédias maiores em bairros vizinhos.
Veja o vídeo
Fonte: A Tarde



