sexta-feira, fevereiro 20, 2026
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Protestos, voos cancelados e mais: entenda greve na Argentina

A Argentina enfrentou a quarta greve geral do governo Javier Milei, nesta quinta-feira, 19. Por 24h, houve protestos, voos cancelados e transporte público paralisado, após aprovação da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados.

A população manifesta contra o projeto que restringe direitos e amplia a jornada de trabalho para até 12h. O texto foi aprovado pelo placar final de 135 votos a favor e 115 contra, mas a previsão é de que retorne ao Senado para ratificar a redução de salários durante licença médica.

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Categorias atingidas

Convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), a greve teve uma alta adesão pela central sindical, com cerca de 90% dos participantes. Ao todo, 13 sindicatos participam do movimento.

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Como a principal estratégia foi esvaziar os principais centros urbanos, a adesão foi maior em trabalhadores das seguintes categorias:

  • Transporte de passageiro;
  • Portos;
  • Bancários;
  • Comércio;
  • Setor público.

Assim, foram impactados aeroportos, trens e metrôs, bancos, lojas, indústrias e até jogos da Liga Profissional de Futebol.

Na aviação, a Aerolíneas Argentinas informou o cancelamento de 255 voos, afetando cerca de 31 mil passageiros e com impacto econômico estimado em US$ 3 milhões. No Brasil, ao menos 62 voos foram suspensos, inclusive em Salvador.

Apesar do impacto, alguns setores específicos e trabalhadores autônomos mantiveram as atividades.

Confusão no protesto

Durante as manifestações, houve confrontos entre policiais e protestantes que atuavam no Congresso, após garrafas e pedras serem lançadas contra os agentes.

Em respostas, a equipe acionou canhões de água e gás lacrimogêneo.



Fonte: A Tarde

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