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Protestos se espalham pelo mundo após ação dos EUA na Venezuela

Manifestantes se reuniram em cidades ao redor do mundo para protestar contra a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na retirada do ditador Nicolás Maduro do poder.

Enquanto parte dos venezuelanos celebrou a captura de Maduro, protestos em diferentes países classificaram a operação americana como um excesso e uma afronta à soberania e à autonomia do país.

Na Espanha, manifestações ocorreram em frente à Embaixada dos Estados Unidos, em Madri. O país abriga uma grande comunidade venezuelana, incluindo o líder da oposição Edmundo González.

A venezuelana Eugenia Contreras, que vive na Espanha há cinco anos, disse à Reuters ser “lamentável” que alguns compatriotas tenham comemorado a queda de Maduro.

“Isso é um crime contra a nossa nação, porque intervir em nossa terra, em nosso povo soberano, é um ato de agressão”, afirmou.

Carlos, morador de Madri, disse à CNN que o presidente dos EUA, Donald Trump, “não escondeu” que a intervenção teria como objetivo “controlar o petróleo do território”.

Em Havana, capital de Cuba, dezenas de milhares de pessoas se reuniram no sábado para protestar contra a ação americana. O governo cubano é aliado histórico de Maduro e condenou publicamente a operação dos Estados Unidos.

Na Colômbia, multidões também foram às ruas em Bogotá no sábado. “Como mulher latino-americana, queremos dizer ao mundo que estamos rejeitando de forma absoluta e inequívoca essa invasão criminosa, assassina e colonialista”, declarou Martha Elene Huertas à Reuters.

Protestos ainda foram registrados fora da América Latina. Na Índia, integrantes e apoiadores de partidos de esquerda se reuniram em Nova Déli, no domingo, para expressar solidariedade à Venezuela.

Já nas cidades turcas de Ancara e Istambul, manifestantes exibiram faixas denunciando o “imperialismo” e exigindo que os Estados Unidos “tirem as mãos da Venezuela”

Fonte: CNN BRASIL

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