sábado, fevereiro 14, 2026
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Proibido comer! Alerta é emitido após milhares de peixes mortos

A morte de milhares de peixes em dois estados do Nordeste colocou autoridades em alerta e levou à adoção de medidas emergenciais para evitar riscos à saúde da população.

Na Bahia, a Prefeitura de Nordestina proibiu imediatamente a pesca e a captação de água no açude municipal após o surgimento de grande quantidade de peixes mortos nos últimos dias.

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Pesca e uso da água estão suspensos em Nordestina

Segundo a gestão municipal, a decisão é preventiva e tem como foco resguardar a saúde pública enquanto as causas da mortandade são apuradas. Técnicos já coletaram amostras da água do reservatório, que passarão por análises laboratoriais.

Além da suspensão da pesca e da retirada de água, a prefeitura orienta que os moradores evitem qualquer contato com a água do açude até que o laudo técnico seja finalizado e divulgado oficialmente.

A administração municipal não descarta a hipótese de contaminação, o que reforça o pedido de cautela. Novas informações devem ser divulgadas assim que os resultados das análises forem concluídos. A prefeitura também pediu a colaboração da população para que as recomendações sejam respeitadas.

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Alagoas também em alerta: “não consuma”

Situação semelhante foi registrada no Litoral Sul de Alagoas. O Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) emitiu um alerta de urgência recomendando, de forma temporária, que a população não consuma duas espécies de peixes encontradas mortas na Laguna Jequiá, entre os povoados Mutuca e Paturais, no município de Jequiá da Praia.

Centenas de peixes apareceram sem vida na região, o que gerou preocupação entre moradores e pescadores locais.

Quais espécies não devem ser consumidas?

O órgão ambiental foi direto ao orientar que o Tucunaré e o Piau não sejam ingeridos até que os exames confirmem se houve contaminação química ou se o episódio está ligado exclusivamente a fatores ambientais.

De acordo com o IMA, o consumo dessas espécies neste momento representa risco à saúde. A fiscalização será reforçada para impedir que peixes impróprios sejam comercializados em feiras e mercados de Jequiá da Praia e cidades vizinhas.

Falta de oxigênio é principal hipótese

Embora moradores relatem que um episódio parecido não ocorria há cerca de cinco anos — quando houve derramamento de resíduo industrial na área —, a principal linha de investigação atual aponta para questões climáticas.

Segundo o coordenador de Gerenciamento Costeiro do IMA, Ricardo César, as chuvas intensas podem ter reduzido drasticamente o nível de oxigênio na água. Em lagunas rasas, a enxurrada carrega matéria orgânica dos rios, que se deposita no fundo. Com ventos fortes e novas precipitações, esse material se mistura à água e compromete a respiração dos peixes.

Resultado das análises sai em até sete dias

Equipes do Laboratório de Estudos Ambientais recolheram amostras de água e resíduos biológicos para examinar o índice de oxigênio dissolvido e verificar a presença de possíveis poluentes ou substâncias químicas.

O gerente do laboratório, Paulo Lira, informou que o prazo para conclusão dos laudos é de sete dias úteis. Até lá, o alerta de não consumo permanece válido em todo o Litoral Sul de Alagoas, especialmente nas áreas próximas ao complexo lagunar de Jequiá.

Como denunciar

Moradores podem comunicar crimes ambientais ou novos registros de mortandade por meio do aplicativo IMA Denuncie, disponível para Android e iOS, ou pelo Portal IMA+. As denúncias são anônimas.

Enquanto as investigações avançam, a orientação das autoridades é clara: evitar contato com a água nas áreas afetadas e não consumir os peixes até a divulgação dos laudos técnicos.



Fonte: A Tarde

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