quarta-feira, fevereiro 4, 2026
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Prefeito de Itabuna mobiliza lideranças em defesa da lavoura cacaueira

Preocupação do gestor e dos agricultores está na Instrução Normativa nº 125, editada em 2021 pelo Ministério da Agricultura –

O prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), oficializou a adesão ao movimento das lideranças dos produtores de cacau do Sul da Bahia contra a recente crise que atinge o setor.

O cenário é de alerta, já que a combinação entre a forte queda nos preços internacionais da amêndoa e a importação de 10 mil toneladas de cacau da África, por indústrias instaladas em Ilhéus, acendeu o debate sobre o regime de Drawback e a segurança fitossanitária da região.

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Risco sanitário

A maior preocupação do gestor e dos agricultores reside na Instrução Normativa nº 125, editada em 2021 pelo Ministério da Agricultura (MAPA). O setor alega que a norma flexibilizou perigosamente os critérios de defesa agropecuária, permitindo a entrada de cacau importado sem o rigor técnico necessário para impedir pragas exóticas.

“Tal medida, se efetivada nos moldes atuais, implica riscos reais de introdução de doenças que podem destruir a produção nacional”, afirmou o prefeito. Castro rebateu o argumento das indústrias moageiras de que não há cacau brasileiro suficiente: “O produtor se esforça na modernização tecnológica, mas sofre com a falta de assistência técnica e crédito”.

Coalizão

Augusto Castro agora busca ampliar o arco de aliança. Além do apoio à Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (FAEB), o prefeito sugere uma ação conjunta entre a Amurc e os consórcios intermunicipais Litoral Sul (CDS-LS) e da Mata Atlântica (CIMA).

O objetivo é levar ao Governo Federal e ao Congresso Nacional, especialmente por meio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a necessidade de restabelecer critérios rigorosos para a importação.

Instabilidade

Após recordes históricos em 2024, o mercado vive um período de volatilidade. A queda nos preços, motivada pelo excesso de oferta na Costa do Marfim, somada à concorrência direta com o cacau africano no mercado interno, fragilizou os produtores baianos.

“Para preservar a sanidade da lavoura e soerguer nossa economia, precisamos que as vozes do Sul da Bahia sejam ouvidas em Brasília. É hora de união absoluta entre os entes políticos e os produtores”, concluiu Castro.



Fonte: A Tarde

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