Os programas de pós-graduação da Bahia alcançaram resultados históricos na avaliação quadrienal 2021-2024 da Capes. Os resultados refletem o fortalecimento da ciência produzida no estado. Houve ampliação significativa do número de programas com conceitos 4 e 5, considerados bons e muito bons; e a manutenção de núcleos de excelência com conceitos 6 e 7 nas universidades federais. O avanço revela maturidade institucional, consolidação da produção científica e, sobretudo, o êxito da política de interiorização da pós-graduação.
A elevada maturidade acadêmica das instituições baianas configura-se como uma oportunidade estratégica para a articulação de cooperação interinstitucional, a internacionalização da pesquisa e o desenvolvimento de projetos estruturantes orientados à inovação. Reconhecemos a capacidade intelectual dos nossos pesquisadores para formular soluções contemporâneas voltadas ao desenvolvimento de ações nos territórios.
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A atuação da Fapesb, vinculada à Secti, por exemplo, tem sido decisiva nesse processo, ao induzir a pesquisa em todos os Territórios de Identidade. Somente o Programa de Bolsas, considerando os três primeiros anos do governo e a projeção até 2026, representa um investimento de R$ 225 milhões, que beneficiou mais de 3.200 bolsistas de mestrado e doutorado vinculados a 247 programas de pós-graduação.
Sob a liderança de um governador professor, a Bahia amplia e qualifica suas políticas de ciência, tecnologia e inovação. Novos editais da Fapesb, a exemplo do INCITE II, PUBLI e MOVE, reforçam essa estratégia, com destaque para o apoio à formação de redes interinstitucionais e interdisciplinares, à fixação de jovens doutores, à publicação científica e à participação em eventos.
Esse conjunto de ações consolida a base científica do estado, mas também evidencia um desafio central para o Brasil e para a Bahia no cenário global: transformar produção científica em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. Embora o país figure entre aqueles com maior volume de produção acadêmica e formação de pesquisadores, esse avanço ainda não se reflete nos indicadores de PD&I.
O desafio que se coloca agora é dar o passo seguinte: transformar a excelência acadêmica em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, ampliar investimentos e fortalecer a articulação entre universidades, setor produtivo (indústria, cooperativas e associações) e políticas públicas, para que o conhecimento produzido se converta em desenvolvimento sustentável e em melhoria da vida do povo baiano. Esse é um caminho em curso e a Bahia já começou a trilhá-lo.
*Doutor e professor titular pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e secretário de Ciência, Tecnologia e Inovaçãoda Bahia (Secti)
Fonte: A Tarde



