terça-feira, fevereiro 24, 2026
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Por que ser “retranqueiro” pode ajudar o Bahia contra o O’Higgins

O jogo de volta contra o O’Higgins pela Pré-Libertadores está se aproximando, e os torcedores do Bahia começam a elencar seus medos e preocupações – entre eles, a possibilidade de um Esquadrão “retranqueiro” na grande decisão.

No entanto, para reverter o 1 a 0 sofrido no Chile, a famosa “retranca” pode não ser um ponto tão negativo, como mostram os números das duas equipes em suas respectivas competições nacionais na temporada até então.

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Volume vs eficiência

Na comparação entre Brasileirão Série A e Liga de Primera, o O’Higgins tem mais posse de bola (50,8% contra 40,3%) e cria mais grandes chances por jogo (2,3 contra 1,0). À primeira vista, então, parece um time mais agressivo, mas não é bem assim.

O dado muda de figura quando se observa o desperdício. O time chileno perde, em média, 1,5 grandes oportunidades por partida, enquanto o Bahia desperdiça apenas 0,3. Ou seja, cria menos, mas erra muito menos, sem chegar nem mesmo na metade dos erros do chileno.

Em um confronto em que o Tricolor precisa de pelo menos um gol para levar a decisão aos pênaltis e dois para avançar direto, a eficiência pode pesar mais do que o volume.

A retranca que sustenta a estratégia

Mas ser eficiente não basta – se o O’Higgins está tentando em volume, o Bahia precisa barrar em volume, coisa que o time tem meios de fazer.Mesmo com menos posse, o Bahia sofre menos gols (0,7 por jogo contra 1,0 do O’Higgins) e apresenta números defensivos muito superiores.

São 31,7 cortes por partida, quase o dobro dos 16,5 do adversário chileno. Também intercepta mais bolas (10,3 contra 6,5) e realiza mais desarmes. Assim, mesmo sem controlar a bola, o Bahia controla o espaço.

Bahia e O’Higgins na Libertadores | Foto: EFE/ Elvis González

Ainda que aceite defender por mais tempo do que atacar, o Esquadrão defende melhor e, quando ataca, é mais eficiente. O Bahia “retranqueiro” pode ser um modelo que, na prática, tem sido eficiente até certo ponto.

O Tricolor finaliza praticamente o mesmo número de vezes no alvo que o O’Higgins (4,7 contra 4,0 por jogo) e tem média de gols superior (1,3 contra 1,0), mesmo com menos posse.

Assim, o Bahia não precisa dominar a bola para dominar o resultado, e na Fonte Nova, tudo indica que até o domínio de bola estará a favor do Tricolor. Fora de casa, o O’Higgins deve ter menos espaço para controlar o ritmo e, se repetir o padrão de desperdício nas grandes chances, pode oferecer ao Bahia o ambiente ideal.

O O’Higgins cria mais, mas concede mais espaço atrás. O Bahia cria menos, mas sofre menos e é mais econômico. Por isso, se mantiver a solidez defensiva e aproveitar as chances que surgirem, o Bahia mostra, pelos números, que tem caminho viável para reverter o 1 a 0 e seguir vivo na competição.



Fonte: A Tarde

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