terça-feira, abril 7, 2026
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Por que os partidos apostam em celebridades e influencers para as eleições?

A cada quatro anos, uma tendência tem ficado cada vez mais forte nas eleições brasileiras: para além dos nomes carimbados da política nacional e estadual, que tendem a buscar renovar o mandato, figuras públicas e influenciadores digitais sem histórico na política surgem como candidatos a cargos eletivos.

Os nomes tentam se aventurar nas urnas eletrônicas acreditando em sua notoriedade que conquistaram seja os palcos, os esportes ou as redes sociais.

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Somente nos últimos dias, quatro nomes chamaram atenção:

Em entrevista ao portal A TARDE, o cientista político João Vitor Vilas Boas explicou que nomes como esses, na maioria das vezes, são cobiçados pelos partidos para atuar como “puxadores de votos”.

Nesses casos, a lógica é usar a popularidade de uma celebridade para inflar o quociente eleitoral e arrastar outros candidatos da legenda.

Candidatos outsiders e o sentimento de mudança do eleitorado

Outro fator que explica o surgimento de candidaturas atípicas nas eleições, segundo João Vítor Vilas Boas, é a crise de representação crescente na sociedade brasileira, motivada pelo aumento do sentimento antipolítica.

“Desde a Lava-Jato, há uma erosão persistente de confiança em instituições e ‘políticos profissionais’. Com isso, os eleitores buscam outsiders, figuras fora do sistema tradicional, seja como sinal de renovação ou como gesto de revolta”, explicou.

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Além disso, ele chamou atenção para a mudança no perfil do eleitor, especialmente entre jovens com menor identificação partidária, impulsionada pelo fenômeno das redes sociais.

“Estamos falando de um consumo político mediado por ‘creators’ e valorização de uma linguagem mais ‘autêntica’”, disse o cientista, completando que isso pode ser visto no MBL e nos conteúdos produzidos por seus representantes, como o vereador de Salvador, Sandro Filho, que entrou na vida pública por meio do movimento.

Essa tendência, no entanto, não é nova

A busca dos partidos por candidatos outsiders não é nova. Um exemplo dessa estratégia é o palhaço Tiririca.

Nas eleições de 2010, com apenas alguns segundos de propaganda e o bordão “pior que tá não fica”, o humorista protagonizou uma das maiores façanhas da política brasileira.

Ele foi o deputado mais votado do Brasil, com mais de 1,3 milhão de votos. Sozinho, ele garantiu a eleição de mais três parlamentares do seu partido à época, o PR, que é o atual PL do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Veja quem são os pré-candidatos outsiders

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Fonte: A Tarde

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