quarta-feira, fevereiro 4, 2026
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Por que a BYD pode escolher o CT do Bahia em vez da camisa master

O Bahia e a gigante chinesa BYD podem virar parceiros muito em breve. Informações de bastidores indicam que o Tricolor e a montadora chinesa estariam mantendo conversas que podem resultar em uma parceria estratégica. Em vez do patrocínio master na camisa — espaço vago desde a saída da Viva Sorte —, a possibilidade mais forte é que o acordo envolva os naming rights do novo Centro de Treinamento e uma aproximação global com o City Football Group.

A informação da parceria foi divulgada pelo jornalista Pedro Sento Sé, que afirmou que as conversas já estão em estágio avançado, embora ainda não haja definição se o acordo envolverá a cota de patrocinador master. O espaço está vago desde a saída da Viva Sorte, o que aumenta a expectativa em torno de um novo acordo.

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“O Bahia está em negociações avançadas para que a empresa de carros BYD seja seu novo patrocinador. Ainda não está definido se será o patrocinador master, lembrando que o Bahia está com essa posição vaga, uma vez que a Viva Sorte deixou de patrocinar o clube“, afirmou.

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“Existem grandes indícios de que isso já está sendo costurado. A fonte é fortíssima e, ao que tudo indica, o BYD em breve será o próximo patrocinador do Bahia”, completou.

Segundo o jornalista, a estratégia da montadora vai além de um acordo pontual com o clube baiano. A empresa estaria interessada em patrocinar o City Football Group como um todo, holding que administra o futebol do Bahia, e vê no clube tricolor uma peça-chave dessa aproximação.

“Esse campeonato na China é porque o BYD não vai patrocinar apenas o Bahia. O BYD vai patrocinar o grupo City Football Group e também quer o Bahia. É uma maneira da empresa se aproximar dos clubes, fazendo esse campeonato e levando os clubes para lá”, explicou.

Estratégia no mercado brasileiro

Apesar do avanço nas conversas, fontes ligadas ao núcleo de marketing da montadora afirmaram ao Portal A TARDE que a empresa adota uma postura cautelosa em relação a parcerias diretas com clubes brasileiros.

Internamente, há o entendimento de que o nível de polarização das rivalidades no futebol nacional pode afetar a penetração da marca no mercado automotivo. Um exemplo citado é a possibilidade de torcedores de clubes rivais se recusarem a consumir produtos associados a um time específico, como um torcedor do Vitória evitar a compra de um carro ligado ao Bahia.

Um dos casos usados como referência é o da Fiat, em Minas Gerais. Para evitar rejeição do público, a montadora optou por patrocinar os três grandes clubes do estado, diluindo o impacto das rivalidades.

Diante desse cenário, a ideia em estudo pela empresa seria investir nos naming rights de uma competição de grande porte, como a Copa do Brasil ou até mesmo o Brasileirão, ampliando o alcance da marca em nível nacional sem associação direta a apenas um clube.

Naming rights do CT do Bahia

Assim, outro ativo estratégico do Bahia pode ser mais atrativo do que a camisa para a BYD: o novo Centro de Treinamento do clube. Anunciado em outubro de 2025 sob o título de mais moderno da América Latina, o complexo ainda está em fase inicial de projeto, mas já desperta interesse comercial.

O CEO do City Football Group, Ferran Soriano, admitiu que o grupo estuda a possibilidade de vender os naming rights do CT, embora ainda não exista valor definido nem comprador formalmente interessado.

“Não existem ainda (acordos de venda dos naming rights), mas poderia existir. Estamos no começo desse projeto. Alguns dos nossos centros, os CFA, têm patrocinador. E poderia ser que o do Bahia também tivesse“, afirmou Soriano.

Novo CT do Bahia | Foto: Divulgação I EC Bahia

Caso o plano avance, não será a primeira vez que o centro de treinamento do Bahia carrega um nome simbólico. O atual CT, inaugurado em 2020, leva o nome de Evaristo de Macedo, técnico histórico do clube e comandante da conquista do Campeonato Brasileiro de 1988.

No entanto, diferentemente do que pode ocorrer com o novo CT, o Evaristo de Macedo não envolve contrato de naming rights. A denominação é apenas uma homenagem do clube ao treinador, sem vínculo comercial.

Casa de Apostas Arena Fonte Nova

O debate sobre naming rights não é novidade na estrutura do Bahia. O próprio estádio onde o Esquadrão manda seus jogos, a Arena Fonte Nova, já passou por diferentes acordos comerciais desde sua reinauguração.

Em 2013, o estádio passou a se chamar Itaipava Arena Fonte Nova, após acordo firmado no processo de reabertura do equipamento. Já em 2023, um novo contrato reposicionou o nome da praça esportiva, com um acordo avaliado em cerca de R$ 52 milhões junto à empresa de apostas Casa de Apostas, passando a ser oficialmente chamada de Casa de Apostas Arena Fonte Nova.

Com negociações em curso, cautela estratégica e múltiplas frentes comerciais em análise, o Bahia segue se movimentando nos bastidores. Seja por meio de um novo patrocinador, de investimentos ligados ao City Football Group ou da exploração de naming rights, o clube deve fortalecer ainda mais sua estrutura financeira para a temporada de 2026.



Fonte: A Tarde

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