A Justiça determinou o afastamento cautelar de quatro policiais militares após denúncia de agressões físicas e ofensas homofóbicas durante o Carnaval de Salvador. O caso ocorreu na noite de sábado, 14, no Morro do Gato, no circuito Dodô (Barra-Ondina), e é investigado pela 7ª Delegacia Territorial, no Rio Vermelho, e pela Corregedoria da PM.
As vítimas são um soldado da PM que estava de folga, o marido dele, o professor João Cruz, e um amigo do casal, também policial militar. Segundo João, a confusão começou quando ele e o companheiro dançavam abraçados atrás do trio do Papazoni e foram alvo de ataques verbais.
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“Quando estávamos dançando atrás do trio do Papazoni, eu e meu esposo abraçados, fomos delimitados por diversas ofensas homofóbicas por um folião que estava atrás da gente”, relatou. As informações são do g1.
De acordo com ele, após uma discussão, policiais da guarnição 1007 do Batalhão de Patrulhamento Tático Móvel (BPATAMO) chegaram ao local e agiram com violência. João afirma ter sido atingido com quatro golpes de cassetete nas costas e no tórax. O amigo do casal sofreu dois golpes no rosto, teve um corte na testa que exigiu seis pontos e passou por cirurgia no maxilar no Hospital Geral do Estado (HGE), onde permanece internado.
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João também denunciou agressões e xingamentos durante a condução a um posto da corporação. “Fui imobilizado por um aluno-soldado, com muita força, sem eu oferecer resistência alguma. Falei que meu braço estava doendo e pedi para ele afrouxar. Ele falou: ‘Cala boca, seu veado, você ainda não viu o que é violência'”.
Ele afirma ainda que tentou gravar a ação com o celular, mas o aparelho foi tomado por uma policial, que teria exigido o desbloqueio.
Durante a ocorrência, o soldado que denunciou as agressões foi preso sob acusação de desrespeitar um superior, crime previsto no artigo 160 do Código Penal Militar. Ele foi liberado na terça-feira, 17.
Com a abertura de investigação para apurar possíveis excessos, a Justiça determinou o afastamento temporário dos quatro PMs envolvidos: o soldado detido e três militares das guarnições 1425 e Patamo 1007. Foi determinado ainda a instauração de um inquérito policial militar pela Corregedoria com prazo improrrogável de 60 dias.
Fonte: A Tarde



