Quase 11 anos depois de um episódio de violência ocorrido em um condomínio de Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia, a Justiça decidiu que o caso será analisado por um júri popular. O réu é o policial militar Wilson Pedro dos Santos Júnior, denunciado por efetuar disparos contra uma vizinha durante uma discussão envolvendo os cães dela. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.
O crime aconteceu em junho de 2015. Conforme apurado no inquérito, o policial teria se exaltado após os animais urinarem em frente à sua residência. Pouco depois, ele perseguiu a mulher e atirou. Um dos cães foi atingido diversas vezes e morreu; o outro conseguiu escapar.
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Ao analisar o processo, o juiz Gustavo Vargas Quinamo entendeu que há indícios suficientes para que o PM responda por tentativa de homicídio em relação à tutora dos animais. A acusação referente à morte do cachorro, no entanto, não poderá mais ser julgada, pois o prazo legal para punição foi ultrapassado.
Ainda não há data marcada para o julgamento. O policial permanece em liberdade enquanto o processo tramita.
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Imagens registraram a ação
Toda a sequência foi captada por câmeras de segurança do condomínio, que registraram o momento em que a mulher caminhava com os dois cães e passa a ser perseguida. As gravações fazem parte do processo.
Após o episódio, a advogada Bruna Holtz, dona do animal morto, e o marido, o fisioterapeuta Bruno Medeiros, decidiram deixar o imóvel onde viviam, alegando medo de represálias.
O policial chegou a ser afastado das atividades logo após o ocorrido, mas a atual situação funcional dele dentro da corporação não foi detalhada. A Polícia Militar da Bahia informou que ainda analisa o caso.
Fonte: A Tarde



