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O que Bad Bunny já falou sobre Trump antes mesmo do Super Bowl

(UOL/FOLHAPRESS) – 

Bad Bunny mantém, há anos, uma postura pública de enfrentamento às políticas e ao discurso de Donald Trump. As críticas do cantor porto-riquenho passam por temas como imigração, a atuação do ICE, o tratamento dado a Porto Rico e a desvalorização de países latino-americanos, e antecedem em muito os ataques feitos pelo ex-presidente após o Super Bowl.

Desde 2018, o artista se manifesta de forma recorrente contra Trump em entrevistas, discursos, campanhas eleitorais e produções audiovisuais. As declarações começaram após o furacão Maria e se intensificaram ao longo dos anos, sempre associando o governo republicano ao abandono de Porto Rico e a políticas migratórias mais duras.

Em 2018, Bad Bunny participou do programa The Tonight Show e falou sobre a situação da ilha um ano depois da tragédia climática. No palco, ele apresentou a música “Estamos Bien” e criticou o então presidente por minimizar o número de mortes causadas pelo furacão. Segundo o cantor, mais de 3.000 pessoas morreram, enquanto Trump insistia em negar a dimensão do desastre.

A canção fazia referência direta ao colapso vivido por Porto Rico após a passagem do furacão Maria, que destruiu moradias, comprometeu a infraestrutura básica e deixou grande parte da população sem energia elétrica e serviços essenciais por meses. Desde então, o tema passou a ocupar espaço central nas críticas do artista.

Discurso ganhou tom político
Em 2020, a oposição deixou o campo simbólico e se tornou eleitoral. Bad Bunny autorizou o uso da música “Pero Ya No” em um comercial da campanha de Joe Biden, adversário direto de Trump. A propaganda foi exibida em estados com forte presença do eleitorado latino e associou a imagem do republicano a críticas sobre imigração e à crise porto-riquenha.

Quatro anos depois, na eleição de 2024, o cantor voltou a se posicionar. Após declarações ofensivas sobre Porto Rico feitas em um evento ligado à campanha trumpista, Bad Bunny sinalizou apoio à candidatura democrata de Kamala Harris e reforçou, nas redes sociais, críticas ao tratamento dado à ilha durante o governo Trump.

Ataques em música, Grammy e Super Bowl
O gesto mais simbólico ocorreu em 2025, no lançamento do clipe “NUEVAYoL”, divulgado em 4 de julho, Dia da Independência dos Estados Unidos. No vídeo, Bad Bunny incluiu uma mensagem final narrada por uma voz que remete a Trump, criada com o auxílio de inteligência artificial. “Este país não é nada sem os imigrantes”, diz a gravação, que cita diferentes comunidades latinas.

Em 2026, às vésperas do Super Bowl, o cantor voltou ao tema durante o Grammy. Ao discursar no palco, atacou diretamente a política de deportações e mencionou o ICE. “Fora ICE. Não somos alienígenas. Somos humanos. Somos americanos”, afirmou.

O ICE é o órgão responsável por fiscalizações migratórias, detenções e deportações nos Estados Unidos. Nos últimos anos, suas operações ampliadas em cidades como Minneapolis provocaram protestos e denúncias de abordagens em espaços públicos e residenciais.

Reação de Trump
No Super Bowl, Bad Bunny usou o palco para exaltar a cultura latina e protestar contra políticas migratórias. Falou em espanhol, destacou que o termo “América” se refere a todo o continente e levou dançarinos com bandeiras de países latino-americanos.

Após a apresentação, Trump reagiu e atacou o show do intervalo em uma publicação na rede Truth Social. O ex-presidente classificou a performance como “absolutamente terrível” e disse que ela seria “um insulto à Grandeza da América”, afirmando que não representaria os padrões de sucesso e excelência do país.

 

Os artistas aceitam o convite pela exposição gigantesca que o Super Bowl proporciona, o que pode acarretar mais streamings e convites para outros shows e apresentações futuras, como foi o caso de Shakira, Justin Timberlake e Bruno Mars, que já tocaram no intervalo.

Folhapress | 13:15 – 09/02/2026

 
 

Fonte: Noticias ao Minuto

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