quinta-feira, fevereiro 5, 2026
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Novo exame usa sangue menstrual para detecção

O exame com sangue menstrual identificou 94,7% das lesões de alto grau –

Uma descoberta publicada nesta quarta-feira, 4, no prestigiado Jornal Médico Britânico (BMJ) traz uma nova esperança para a saúde feminina. Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong, na China, indicam que o sangue menstrual pode ser utilizado como uma ferramenta eficaz e menos invasiva para a detecção precoce do câncer do colo do útero.

O método, que permite a coleta em ambiente doméstico, apresentou resultados de sensibilidade comparáveis aos do tradicional exame de Papanicolau, o atual padrão-ouro de rastreamento da doença.

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Como funciona o novo teste?

A pesquisa acompanhou mais de 3 mil mulheres e comparou amostras coletadas por profissionais de saúde com o sangue menstrual recolhido pelas próprias pacientes em casa, utilizando pequenos absorventes específicos.

Os resultados foram surpreendentes:

  • O exame com sangue menstrual identificou 94,7% das lesões de alto grau, enquanto o método tradicional registrou 92,1%.
  • O teste foi capaz de rastrear o vírus HPV com desempenho semelhante ao Papanicolau.
  • Ambos os métodos apresentaram 99,9% de certeza nos resultados negativos para lesões graves.

Fim do desconforto no rastreamento?

Atualmente, o câncer do colo do útero é o tumor ginecológico mais comum no Brasil e a principal causa de morte por câncer em mulheres na América Latina. Muitas pacientes, no entanto, deixam de realizar o preventivo por medo, vergonha ou desconforto físico.

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A grande vantagem do uso do sangue menstrual é a possibilidade de realizar o rastreamento em casa. Especialistas acreditam que essa facilidade pode aumentar drasticamente a adesão à prevenção, alcançando mulheres que vivem em regiões remotas ou que evitam consultas ginecológicas frequentes.

O futuro da prevenção

Apesar dos dados promissores, o método ainda não substitui o Papanicolau na prática clínica imediata. Os autores do estudo reforçam que são necessários testes em diferentes populações e países antes da adoção oficial. No entanto, o avanço sinaliza um futuro onde o diagnóstico do câncer do colo do útero será mais acessível, humano e ágil.

Detectar o HPV e alterações celulares antes que evoluam para um quadro maligno continua sendo a melhor forma de salvar vidas.



Fonte: A Tarde

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