sexta-feira, fevereiro 20, 2026
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Nova regra do surfe pode excluir astros da WSL das Olimpíadas de 2028

Atletas da elite rejeitam novas regras para Olimpíadas 2028 –

A proposta de mudança nos critérios de classificação do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 tem provocado tensão nos bastidores da modalidade. A iniciativa da Federação Internacional de Surfe (ISA) enfrenta resistência de atletas da elite mundial, que veem risco de perda de meritocracia no processo que define os representantes olímpicos.

Segundo informações do UOL, a principal preocupação dos competidores é que o novo modelo reduza o peso do ranking anual do Circuito Mundial da World Surf League (WSL) e aumente a influência de eventos específicos organizados pela própria ISA, como o ISA Games. Na avaliação dos surfistas, essa mudança tornaria a corrida olímpica mais dependente de resultados pontuais, sujeitos a condições variáveis e a fatores externos ao desempenho ao longo de uma temporada.

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“Nosso foco é garantir que o processo preserve meritocracia e represente os melhores surfistas do mundo. O ranking do Circuito Mundial avalia desempenho ao longo de uma temporada inteira, em diferentes condições. É o modelo mais sólido que existe hoje”, afirmou Christian Beserra ao UOL, presidente da World Professional Surfers (WPS), entidade que representa os competidores da elite.

Além do impacto esportivo, o calendário também surge como motivo de preocupação. Em anos olímpicos, a temporada do Circuito Mundial já sofre interrupções, e a possível exigência de participação em novos eventos poderia ampliar o desgaste físico dos atletas, além de elevar custos e deslocamentos internacionais.

“Todo atleta quer disputar os Jogos Olímpicos. Isso não está em discussão. Mas o caminho precisa ser equilibrado, justo e compatível com a realidade do esporte profissional. Temos uma estrutura que permite apresentar às Olimpíadas os melhores surfistas do mundo, e ignorar isso completamente não parece o melhor caminho”, completou Beserra.

O desconforto entre atletas e dirigentes ganhou força após a condução das negociações nos bastidores. De acordo com a reportagem, a ISA já apresentou duas versões do projeto ao Comitê Olímpico Internacional (COI), e ambas foram rejeitadas. A primeira proposta teria sido encaminhada antes mesmo de atletas e representantes do Circuito Mundial terem conhecimento formal das mudanças. O tema só chegou ao radar dos surfistas após questionamentos de uma confederação nacional, o que levou a WSL a acionar a WPS e iniciar discussões sobre o assunto.

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A tensão aumentou quando representantes dos atletas solicitaram uma reunião para discutir o tema, mas, antes que o encontro ocorresse, a ISA apresentou uma nova versão diretamente ao COI. O movimento foi interpretado como um ponto de ruptura nas relações entre os competidores e a federação internacional. Ainda assim, apesar das rejeições iniciais, a entidade mantém margem para apresentar uma nova proposta.

Nos bastidores do surfe, o debate também alimenta interpretações de uma disputa institucional entre ISA e WSL. Beserra, contudo, rejeita essa leitura e reforça que a discussão está centrada na representação esportiva.

“Não é uma discussão sobre organizações. É sobre os atletas e sobre garantir que o esporte esteja representado da melhor forma possível nos Jogos Olímpicos”.

Sem uma decisão definitiva até o momento, o processo de definição do sistema classificatório para Los Angeles 2028 permanece em aberto e promete novos capítulos nos próximos meses.



Fonte: A Tarde

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