quinta-feira, março 12, 2026
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Neymar e Messi são alvos de operação da polícia contra distribuição de cocaína

Uma organização criminosa que utilizava referências ao futebol para identificar seus integrantes virou alvo de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nas primeiras horas desta quinta-feira, 12. Batizada de Operação Drible Sujo, a ação busca desarticular um grupo envolvido com o tráfico de drogas que atuava em diferentes regiões do Distrito Federal e também em cidades do Entorno.

De acordo com a investigação conduzida pela 5ª Delegacia de Polícia, os líderes da organização adotavam apelidos inspirados em dois dos maiores nomes do futebol mundial. Um deles era conhecido como “Neymar”, referência ao jogador brasileiro Neymar, enquanto outro utilizava o codinome “Messi”, alusão ao argentino Lionel Messi. Segundo os investigadores, o uso desses nomes fazia parte de uma estratégia interna do grupo para manter um ambiente de aparente sigilo nas comunicações.

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A estrutura da quadrilha também seguia uma lógica semelhante à de um time de futebol. Integrantes em posições inferiores eram chamados de “atletas” e identificados por numeração, como Atleta 1, Atleta 2 ou Atleta 3. Esses membros tinham a função de cuidar da logística da droga, incluindo transporte, armazenamento e distribuição dos entorpecentes no Distrito Federal.

Investigação se estendeu por mais de um ano

As apurações da PCDF duraram mais de um ano e apontaram que o grupo possuía uma organização estruturada, com atuação em diversas regiões administrativas do Distrito Federal e em municípios vizinhos.

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Com base nas provas reunidas, a Justiça autorizou o cumprimento de 23 mandados de prisão preventiva e 28 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais passaram a ser executadas simultaneamente por equipes da Polícia Civil, com apoio da Divisão de Operações Especiais (DOE) e da Seção de Operações com Cães.

As diligências ocorrem em várias localidades, entre elas Samambaia, Ceilândia, Cruzeiro, Guará, Taguatinga, Candangolândia, Brazlândia e Gama. A operação também alcança cidades do Entorno, como Valparaíso de Goiás, Luziânia e Cidade Ocidental.

Estrutura dividida por funções

Conforme apontam os investigadores, a organização funcionava como um verdadeiro “time do crime”, com tarefas específicas para cada integrante. Havia responsáveis pelo fornecimento das drogas, pela distribuição nos pontos de venda, além da logística de transporte e do armazenamento dos entorpecentes.

Outra parte do grupo atuava no controle financeiro das atividades ilegais. Para dificultar o rastreamento do dinheiro obtido com o tráfico, os suspeitos utilizavam contas bancárias em nome de terceiros e outros mecanismos de dissimulação.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais buscam apreender drogas, armas, dinheiro em espécie, celulares, documentos e outros materiais que possam reforçar as provas da investigação e ajudar na identificação de novos participantes do esquema criminoso.



Fonte: A Tarde

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