sábado, abril 11, 2026
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Negociações entre EUA e Irã entram em “fase técnica”

As negociações diretas entre EUA e Irã entraram na “fase técnica” –

Americanos e iranianos realizam, neste sábado, 11, negociações diretas em Islamabad para tentar alcançar uma trégua duradoura em uma guerra na qual Israel afirma ter “destruído” os programas nuclear e balístico da república islâmica.

As negociações diretas entre EUA e Irã entraram na “fase técnica” e deverão se prolongar por toda a noite em Islamabad, no Paquistão, segundo informações da agência Lusa.

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De acordo com a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, as questões ligadas ao Estreito de Ormuz, passagem de cerca de 20% do petróleo global, continuam sendo o maior ponto de divergência entre as duas partes.

Na terça-feira, 8, os EUA e o Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas antes de expirar o prazo estabelecido por Trump de destruir o país, com Teerã disposto a reabrir temporariamente o vital Estreito de Ormuz e a negociar.

Essas conversas, em um nível sem precedentes entre os dois países inimigos desde a revolução islâmica de 1979, desenrolam-se, segundo a Casa Branca, em um formato trilateral, com a presença de membros do alto escalão do Paquistão, que facilitou o cessar-fogo de duas semanas iniciado na quarta-feira.

À tarde, a televisão estatal iraniana afirmou que já foram realizadas duas rodadas e que uma terceira acontecerá “provavelmente esta noite ou amanhã”, domingo, mas não entrou em detalhes. E a Casa Branca limitou-se a dizer que os diálogos estão “em andamento”.

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Uma fonte paquistanesa que pediu anonimato assegurou que “as negociações avançam na direção certa”. “O ambiente geral é cordial”, disse à AFP.

Quem está dialogando?

Por parte dos Estados Unidos, a delegação é chefiada pelo vice-presidente JD Vance. Junto a ele, estão o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump.

O Irã está representado em Islamabad, entre outros, por seu influente presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.

A guerra começou em 28 de fevereiro com um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e, desde então, causou milhares de mortes, sobretudo no Irã e no Líbano.

Mais de 2 mil mortos no Líbano

Desde a entrada em vigor do cessar-fogo na quarta-feira, Israel alega que o Líbano não está incluído na trégua.

Neste sábado, os ataques israelenses no sul do Líbano mataram ao todo 18 pessoas, segundo o Ministério da Saúde.

O exército israelense anunciou ter atacado, nas últimas 24 horas, mais de 200 alvos do Hezbollah. Na quarta-feira, realizou no país os ataques mais mortíferos desta guerra, com ao menos 357 mortos em um único dia, segundo o último balanço.

As autoridades libanesas informaram que, desde 2 de março, foram registrados 2.020 mortos e 6.436 feridos.

De acordo com a presidência libanesa, estão previstas para terça-feira conversações entre Líbano e Israel em Washington, que o Hezbollah não vê com bons olhos.

Netanyahu quer um acordo duradouro. “O Líbano recorreu a nós para iniciar negociações diretas […] Estabeleci duas condições: queremos o desarmamento do Hezbollah e queremos um verdadeiro acordo de paz que perdure por gerações”, declarou em seu discurso transmitido pela TV.

Enquanto isso, o papa fez um apelo desesperado pela paz. “Basta de idolatria de si mesmo e do dinheiro! Basta de ostentação de força! Basta de guerra! A verdadeira força se manifesta no serviço à vida”, declarou o sumo pontífice em uma vigília pela paz na Basílica de São Pedro, em Roma.

*Com informações de agênciais internacionais



Fonte: A Tarde

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