Conferência Mês da Mulher – Mulheres em Pauta –
Realizada nesta terça-feira, 17, no auditório do Sebrae, no bairro Costa Azul, em Salvador, a Conferência Mulheres em Pauta, promovida pelo Grupo A TARDE, reuniu mulheres em torno do debate “Mulheres, Empoderamento e Segurança”.
A programação destacou a importância da presença feminina em posições de liderança e os caminhos para superar a predominância masculina nas instituições. Entre os nomes presentes, esteve Suely Temporal, que marcou a história ao se tornar a primeira mulher a presidir a Associação Bahiana de Imprensa (ABI) em 95 anos.
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Durante o evento, a gestora comentou sobre as mudanças culturais enfrentadas quando uma mulher assume um cargo de liderança em uma instituição quase centenária.
Suely Temporal – ABI
“A primeira coisa que muda é a reação. A gente enfrenta muita reação ainda por parte dos homens de uma maneira geral. Então, primeiro enfrentamos essa reação e depois tentamos mudar as coisas”, afirmou.
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A presidente também destacou que, em entidades tradicionais como a ABI, as transformações ocorrem de forma gradual, acompanhando o próprio ritmo institucional: “É evoluir respeitando o passado e olhando para o futuro”, explicou.
O olhar feminino nas instituições
Ainda durante o evento do Grupo A TARDE, ela destacou como o olhar feminino pode influenciar a gestão, a definição de prioridades e a defesa da liberdade de imprensa na Bahia.
“Como numa casa ou numa família, em que a mulher historicamente sempre foi a gestora. Hoje em dia, a mulher é provedora, gestora e faz as coisas acontecerem. Essa é a maneira feminina de gestão: uma gestão participativa, onde todo mundo possa contribuir”, afirmou.
Diferente da realidade de instituições centenárias, Agnaluce Moreira, gestora do Sabin e vice-presidente da Associação Comercial da Bahia, destacou que a empresa que lidera possui uma “alma feminina”.

Agnaluce Moreira, gestora do Sabin
Segundo ela, mais de 70% do quadro de colaboradores é formado por mulheres, que também ocupam cerca de 80% dos cargos de liderança. Para a gestora, a presença feminina nos espaços de decisão tem impacto direto nos resultados da empresa.
“Isso melhora os lucros e também a felicidade no trabalho. Há muito tempo já trabalhamos com essa ideia da felicidade no ambiente profissional. Só agora, mais recentemente, estamos vendo o quanto é importante a cultura da felicidade”, afirmou.
Empreendedorismo feminino
A palestra também aborda o debate sobre o reconhecimento da economia vital do feminino na Bahia. Viviane Fonseca, 1ª vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), destaca que sociedade começa a compreender e reconhecer a importância do trabalho das mulheres nesses espaços.

Viviane Fonseca – (Ademi-BA)
“São sinais de reconhecimento da contribuição feminina, muito no sentido de agregar uma nova perspectiva, muitas vezes com mais sensibilidade, que é algo mais inerente à natureza feminina, inclusive no próprio planejamento e no pensamento das cidades”, afirmou.
Veja fotos do evento:
Fonte: A Tarde



