O cachorro comunitário Orelha morreu após ser vítima de agressões por um grupo de adolescentes –
O desfecho da investigação sobre o caso do cão comunitário Orelha, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira, 10. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou a exumação do corpo do animal para a realização de uma perícia direta, além de determinar novas diligências para complementar o inquérito policial.
A decisão das Promotorias de Justiça ocorre após a análise do relatório da Polícia Civil, que apontou um adolescente como o autor das agressões e indiciou três adultos por suspeita de coação durante o processo.
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Segundo o MPSC, há “necessidade de esclarecimentos específicos” para garantir a integridade das provas e apurar se houve interferência ilegal nas investigações.
Entenda os novos pedidos da Promotoria
O órgão ministerial dividiu as frentes de atuação para garantir que todos os crimes correlatos sejam punidos:
- A exumação visa substituir o laudo indireto por uma análise técnica oficial sobre a causa da morte, confirmando o golpe na cabeça.
- A 2ª Promotoria de Justiça apura se dois empresários e um advogado, pais e tio de adolescentes investigados, pressionaram testemunhas, como o porteiro de um condomínio da região.
- Foi solicitado o aprofundamento de boletins de ocorrência que envolvem outros atos infracionais e registros envolvendo cães no bairro.
Conduta policial sob análise
O caso também reflete na cúpula da segurança pública estadual. A 40ª Promotoria do MPSC instaurou um procedimento preparatório para avaliar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel.
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O objetivo é verificar possíveis abusos de autoridade ou violação de sigilo funcional durante a divulgação de informações do inquérito. Em resposta, o delegado afirmou não ter sido notificado e negou qualquer irregularidade.
Cronograma do crime e mobilização nacional
Orelha foi encontrado agonizando no dia 4 de janeiro e morreu no dia seguinte. O laudo inicial apontou morte por objeto contundente. O caso gerou uma onda de protestos em diversas capitais brasileiras no início de fevereiro, com manifestantes cobrando justiça para o cão Orelha e leis mais rigorosas contra maus-tratos.
Agora, a Polícia Civil tem um prazo para refazer depoimentos e cumprir as novas solicitações. Somente após a devolução do inquérito, o Ministério Público decidirá se oferece denúncia formal à Justiça.
Fonte: A Tarde



