Sete pessoas, entre empresários, auditores e ex-auditores fiscais tributários que trabalhavam na Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo, e um diretor contábil, foram denunciadas peloMinistério Público do Estado, nesta quinta-feira, 5. As investigações apontam que eles integram um esquema de corrupção.
Entre os denunciados está o fundador da rede de farmácias Ultrafarma, Sidney Oliveira, que chegou a ser preso durante a Operação Ícaro, em agosto de 2025.
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Os promotores João Ricupero, Roberto Bodini, Murilo Perez e Igor Bedone assinam a denúncia. Segundo eles, os crimes de corrupção ativa e passiva ocorreram entre os anos de 2021 e 2025.
Os denunciantes afirmam que Sidney tinha conhecimento dos atos de corrupção, responsáveis por causar prejuízo aos cofres públicos.
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Como funcionava o esquema?
Segundo o texto, os então auditores-fiscais teriam solicitado vantagens para beneficiar a Ultrafarma em procedimentos de ressarcimento de créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Como pagamento, os representantes da empresa teriam oferecido valores ilícitos para que eles viabilizassem a liberação dos créditos tributários, além de inflarem os valores ressarcidos.
No total, estima-se que o esquema pode ter gerado mais de R$ 327 milhões em ressarcimento indevido para a farmacêutica.
Até o momento, nem a Ultrafarma, nem Sidney Oliveira se pronunciaram sobre o assunto.
Fonte: A Tarde



