quarta-feira, março 18, 2026
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Ministro de Lula nega existência de base chinesa na Bahia

Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores. –

Em audiência na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 18, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, negou a existência de bases chinesas em território brasileiro.

Um relatório elaborado por um grupo do Congresso dos Estados Unidos dedicado a acompanhar as ações da China afirma que o Brasil abrigaria uma base militar secreta chinesa em Salvador.

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De acordo com o documento, a instalação seria chamada de Estação Terrestre de Tucano e funcionaria na capital baiana, na sede da empresa brasileira Ayla Space. A companhia do setor aeroespacial mantém parceria com a Beijing Tianlian Space Technology, empresa chinesa da mesma área.

“Não existe estação, nem antena, nem operação chinesa, nem parceira militar, nem qualquer elemento que justifique as ilações descritas no relatório ou nas denúncias subsequentes. Estamos falando, portanto, de especulações derivadas de notícias de internet, cujos conteúdos foram descontextualizados e distorcidos”, declarou Vieira.

De acordo com o ministro, a Alya Space teria negociado um memorando preliminar de cooperação com empresas de outros países, incluindo a China e os Estados Unidos, mas que não avançaram.

Vieira afirmou que a empresa é uma “startup embrionária e autofinanciada” com sede em Salvador, que ainda encontra-se inscrita em processo de outorga na Anatel. A suposta estação, ressaltou Vieira, não tem contratos, operação ou infraestrutura associada.

“O relatório trata de cooperação científica brasileira com suspeição e desconhecimento técnico avalizando viés geopolítico ultrapassado, segundo o qual a América Latina e o Caribe seriam mero quintal ou áreas de influência dos Estados Unidos”, disse.

Contrato bilionário

Fundada no fim de 2019 e sediada no principal centro financeiro de Salvador, na Avenida Tancredo Neves, a Alya Space se apresenta como uma das iniciativas privadas mais ambiciosas do setor espacial brasileiro.

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Com foco na observação da Terra por meio de uma constelação de nanossatélites em órbita baixa, a empresa projeta o lançamento de 216 satélites equipados com sensores ópticos e de radar de alta resolução (50 cm/pixel), organizados nas fases Alya-1 e Alya-2, e mantém um contrato avaliado em aproximadamente US$ 675 milhões, valor que representava cerca de R$ 3,4 bilhões na conversão cambial da época do fechamento do negócio.

A proposta é operar uma rede capaz de gerar imagens a cada 10 minutos, com atualização tecnológica bienal da frota, voltada a áreas estratégicas como agronegócio, mineração, monitoramento ambiental, cidades inteligentes, energia limpa e resposta a desastres naturais.

A empresa também prevê a instalação de quatro estações terrestres no Brasil, em Cuiabá, Sorocaba, Bahia e Maranhão, além de centros de controle e processamento de dados.



Fonte: A Tarde

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