O projeto industrial, batizado de Projeto Sucuriú, representa um investimento de US$ 4,6 bilhões –
A Arauco, empresa chilena do setor de celulose, inicia neste mês a construção de um ramal ferroviário privado para atender a megafábrica em Inocência, no Mato Grosso do Sul. O empreendimento, que ocupará 3,5 mil hectares, será a maior fábrica de celulose do mundo.
Com 47 quilômetros de extensão, a ferrovia será conectada à Malha Norte, operada pela Rumo Logística, e permitirá que a produção siga por trem até o Porto de Santos (SP), principal ponto de exportação. A expectativa é reduzir drasticamente o transporte rodoviário e criar um novo corredor logístico no Centro-Oeste.
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Investimento
O projeto industrial, batizado de Projeto Sucuriú, representa um investimento de US$ 4,6 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões), o maior da história da Arauco. As obras começaram em 2024, com previsão de início das operações até o fim de 2027.
A empresa já obteve licença ambiental e autorização da ANTT para a ferrovia, que seguirá paralela às rodovias MS-377 e MS-240, atravessando apenas áreas rurais. Estão previstas passagens em desnível e uma ponte de 270 metros sobre o córrego São Mateus.
Como compensação ambiental, a Arauco firmou acordo com o Imasul para investir R$ 4,3 milhões, ao longo de dois anos, em ações de recuperação e conservação ambiental.
Segundo a companhia, o uso do transporte ferroviário deve retirar cerca de 7 mil caminhões por mês das estradas, com redução de 94% nas emissões em comparação ao modal rodoviário.
Produção
A unidade terá capacidade de:
- Produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, das quais até 98% serão destinadas à exportação, principalmente para China, Europa e América do Norte.
- O escoamento diário deve chegar a 9,6 mil toneladas, em viagens de aproximadamente 1.050 quilômetros até o litoral paulista.
Durante as obras, o projeto deve gerar 14 mil empregos, além de 6 mil postos permanentes na fase operacional — número superior à população atual de Inocência, que tem cerca de 8,7 mil habitantes.
A Arauco também destaca que o complexo será autossuficiente em energia, com geração de mais de 400 MW a partir de biomassa, e contará com 400 mil hectares de plantações de eucalipto para garantir o fornecimento de matéria-prima.
Fonte: A Tarde



