Manipular remédios em farmácias pode ficar mais difícil, se depender do diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Daniel Pereira, que pretende criar regras mais rígidas.
Recém-empossado na Quarta Diretoria, cargo onde fiscaliza produtos e atividades sanitárias, Pereira quer regras mais modernas para farmácias de manipulação, que seguem norma de 2007, e uma discussão em torno de medicamentos de marca própria. Segundo ele, a resolução não atende as necessidades atuais.
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Canetas emagrecedoras
Para o diretor, um dos maiores desafios será discutir regras para manipulação de estéreis, produtos injetáveis como os com tirzepatida, princípio ativo de canetas emagrecedoras.
A importação deste produto aumentou de forma expressiva nos últimos meses e Pereira defende uma rediscussão do tema para identificar pontos onde a regra é burlada e encontrar caminhos para que a base sanitária seja atendida.
“Não pretendo flexibilizar, mas endurecer o que temos hoje”, disse em entrevista ao site Jota.
A ideia é avançar a discussão sobre o tema até o fim do ano.
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Marca própria
Uma das prioridade para sua gestão na Anvisa será a venda de medicamentos de marca própria pelas grandes redes de farmácias. Para ele, a falta de uma regra específica gera dúvidas para o setor e para a vigilância sanitária.
“Precisamos trazer segurança jurídica. A primeira pergunta é: o que é marca própria? É um produto que pertence ao mesmo grupo econômico da farmácia? É um produto que remete às características visuais da rede?”, questiona.
A ideia principal é a realização de uma rodada de conversas com todos os setores, incluindo rede de farmácias e fabricante de medicamentos, de forma a se chegar a um entendimento.
Venda de medicamentos por aplicativos
Além disso, outra prioridade é a regulamentação da venda de medicamentos por aplicativos, que Pereira observa que há lacunas de fiscalização.
Já os marketplaces são classificados pelo diretor como uma atividade sensível, devido ao alto risco de falsificações e produtos irregulares.
“A dinâmica da internet é uma dinâmica desafiadora não só para a Anvisa, mas para qualquer órgão de proteção”, disse ao Jota.
Há possibilidade da criação de uma autorização de funcionamento diferenciada para este mercado.
Fonte: A Tarde



