quinta-feira, fevereiro 19, 2026
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Leite brasileiro entra no radar mundial após descoberta inédita

Foram analisados 24.349 animais em 28 fazendas localizadas em sete estados –

O leite brasileiro ganhou destaque internacional após um estudo inédito Cargill Nutrição e Saúde Animal, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a Embrapa Gado de Leite, apontar um impacto climático positivo do produto.

A pesquisa intitulada ‘Benchmarking da Pegada de Carbono’, a produção leiteira brasileira apresenta emissão de carbono inferior à registrada no cenário internacional.

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Enquanto a produção média global do leite estimada uma emissão de 2,5 kg de dióxido de carbono equivalente CO₂eq por quilo, o produto brasileiro representa apenas 1,19 kg de CO₂eq para cada quilo de leite.

Pontos estudados

A iniciativa considerou a Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), metodologia que considera os impactos ambientais do sistema produtivo do berço ao portão da fazenda, e analisou três sistemas produtivos distintos, distribuídos em quatro biomas brasileiros.

O estudo está entre os mais abrangentes já realizados no setor lácteo brasileiro. Foram analisados 24.349 animais em 28 fazendas localizadas em sete estados, com produção anual de 162.102.481 litros de leite. A amplitude da base de dados permitiu avaliar diferentes sistemas produtivos e estabelecer parâmetros técnicos comparáveis entre propriedades e regiões.

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Os resultados fazem com que o desempenho brasileiro chegue próximo ao de países com sistemas leiteiros consolidados. A pegada média registrada no País é semelhante à da Alemanha, de 1,2 kg de CO₂eq, e próxima à dos Estados Unidos, estimada em 1,0 kg de CO₂eq.

Quando mais produção, menos emissões

A pesquisa reforça a relação direta entre eficiência produtiva e redução das emissões. Na comparação entre os sistemas avaliados, o aumento da produtividade permitiu redução de até 43% nas emissões por litro de leite produzido.

Fazendas com produção diária superior a 25 litros por vaca apresentaram pegada média de 0,90 kg de CO₂eq por quilo de leite. Já propriedades com produtividade inferior a esse patamar registraram índice de 1,58 kg de CO₂eq.

“Os dados mostram que decisões técnicas relacionadas ao manejo do rebanho, como ajustes de dieta e tecnologias com foco em eficiência produtiva, impactam diretamente os indicadores ambientais da atividade”, afirma Marcelo Dalmagro, diretor de Marketing Estratégico e Tecnologia da Cargill Nutrição e Saúde Animal. “Além de vital para a sustentabilidade econômica das propriedades leiteiras, a produtividade passa a ser também um parâmetro associado à redução de emissões dentro da porteira”, completa.

O metano entérico foi identificado como a principal fonte de emissão, com participação de 47,0%, seguido pela produção de alimentos fora da propriedade, com 36,8%, e pelo manejo de dejetos, responsável por 8,1%.

Biomas influenciam a emissão

O levantamento também analisou a produção por biomas, evidenciando o desempenho da atividade leiteira em diferentes condições climáticas e sistemas de manejo.

O Pampa apresentou a menor pegada média, com 0,99 kg de CO₂eq; seguido pelo Cerrado, com 1,12 kg; Mata Atlântica, com 1,19 kg; e Caatinga, com 1,50 kg de CO₂eq por quilo de leite.



Fonte: A Tarde

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