quarta-feira, fevereiro 4, 2026
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Kanye West se manifesta sobre apologia ao nazismo: “Me arrependo”

O cantor americano Kanye West voltou a gerar polêmica nas redes sociais. O rapper publicou um pedido de desculpas por declarações de apologia ao nazismo em uma carta divulgada no jornal inglês The Wall Street Journal.

Atualmente se apresentando como Ye, o artista afirmou que “perdeu o contato com a realidade” e que estava em um estado de mania quando fez determinadas declarações e atitudes.

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Os comentários feitos a partir de 2022 geraram forte repercussão e debates nas redes sociais. Na carta, West também relembrou um acidente de carro sofrido em 2002, que, segundo ele, causou uma lesão cerebral.

“Há vinte e cinco anos, sofri um acidente de carro que quebrou minha mandíbula e causou uma lesão no lobo frontal direito do meu cérebro. Na época, o foco foi no dano visível — a fratura, o inchaço e o trauma físico imediato. A lesão mais profunda, aquela dentro do meu crânio, passou despercebida”, escreveu.

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“A coisa mais assustadora desse transtorno é o quão persuasivo ele é quando te diz: você não precisa de ajuda. Ele te deixa cego, mas convencido de que você tem discernimento. Você se sente poderoso, seguro, imparável”, continuou.

O que Kanye West fez?

Desde 2022, Kanye West acumulou uma série de declarações controversas. Em uma delas, chegou a afirmar que o nazismo tinha “amor” e também comercializou produtos com símbolos nazistas, como a suástica. Além disso, lançou uma música intitulada “Heil Hitler”.

Na declaração, o artista afirmou que sua saúde mental se deteriorou ao longo do tempo.

“Perdi o contato com a realidade. As coisas pioraram quanto mais ignorei o problema. Eu disse e fiz coisas das quais me arrependo profundamente. Algumas das pessoas que eu mais amo, tratei da pior forma. Vocês suportaram medo, confusão, humilhação e o esgotamento de tentar lidar com alguém que, às vezes, era irreconhecível. Olhando para trás, eu me afastei do meu verdadeiro eu”, afirmou.

O cantor encerrou pedindo desculpas por seu comportamento nos últimos anos: “Lamento e estou profundamente envergonhado pelas minhas ações nesse estado, e estou comprometido com a responsabilização, o tratamento e mudanças significativas. Isso, porém, não justifica o que fiz. Eu não sou nazista nem antissemita. Eu amo o povo judeu”.



Fonte: A Tarde

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