Parlamentar destacou que valorização dos quadros técnicos de qualquer um dos Três Poderes é necessária –
O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) manifestou-se de forma cautelosa sobre a recente medida confirmada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, que abre espaço para o aumento de remunerações de assessores parlamentares – o que críticos têm chamado de “supersalários”.
Em declaração ao Portal A TARDE, Solla afirmou “ser favorável à recuperação do poder de compra dos servidores”, mas estabeleceu o teto constitucional como um limite intransponível.
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O parlamentar destacou que a valorização dos quadros técnicos de qualquer um dos Três Poderes é necessária, especialmente após períodos de congelamento salarial. Entretanto, Solla marcou posição contra manobras que permitam que vencimentos ultrapassem o valor recebido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atual baliza da administração pública.
Responsabilidade Fiscal
Para o deputado, a defesa do funcionalismo não pode se confundir com a criação de privilégios.
“É preciso ter recuperação salarial para os servidores, mas sou contra furar o teto constitucional”, resumiu, reforçando que qualquer ajuste deve estar em conformidade com as regras fiscais vigentes.
A medida de Hugo Motta gera debate no Congresso Nacional por ocorrer em um momento de pressão por cortes de gastos no Executivo. Enquanto categorias do baixo funcionalismo pedem reajustes lineares, a reestruturação de cargos de confiança na cúpula do Legislativo é vista com lupa por órgãos de controle e pela sociedade civil.
Impacto político
A postura de Solla reflete a tentativa de equilibrar o apoio histórico de seu partido às causas dos servidores públicos com a necessidade de manter a austeridade e o respeito à Constituição, evitando o desgaste político de endossar vencimentos que fujam à regra geral do funcionalismo brasileiro.
Fonte: A Tarde



