quinta-feira, março 26, 2026
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Itália chega à repescagem pressionada para não ficar fora da terceira Copa seguida

A Itália entra em campo nesta quinta-feira, em Bergamo, contra a Irlanda do Norte, carregando um peso raro para uma tetracampeã mundial: evitar ficar fora da Copa pela terceira edição consecutiva. Depois das ausências em 2018 e 2022, a seleção de Gennaro Gattuso transforma a semifinal da repescagem europeia em um teste de sobrevivência esportiva e emocional, com a vaga decidida em jogo único.

A desconfiança em torno dos azzurri não nasce apenas do trauma recente. Ex-jogadores campeões em 2006 disseram à Reuters que o declínio da seleção passa pela dificuldade do futebol italiano em formar e dar espaço a jovens talentos, problema que a conquista da Euro de 2021 acabou mascarando por um tempo. O cenário ajuda a explicar por que uma equipe ainda cercada de tradição chega novamente a março sob pressão máxima.

Gattuso tentou atacar justamente esse lado psicológico na véspera da partida. “Não há álibis”, afirmou o treinador, ao pedir que o grupo pare de olhar para o passado e concentre toda a energia no compromisso desta quinta. A escolha de Bergamo, em vez de um estádio maior e potencialmente mais hostil em caso de dificuldade, também reflete a tentativa de criar um ambiente menos tenso para uma equipe que vem convivendo com a cobrança de um país inteiro.

Do outro lado, a Irlanda do Norte chega como azarã, mas aposta no fato de que a pressão está concentrada na seleção italiana. Quem avançar encara em 31 de março o vencedor de País de Gales x Bósnia e Herzegovina, valendo a última etapa antes da Copa de 2026. Para a Itália, o desafio imediato é vencer o adversário e, ao mesmo tempo, derrotar a própria insegurança — a mesma que transformou uma potência histórica em candidata real a mais uma ausência no Mundial.

Fonte: Alô Bahia

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