quinta-feira, abril 2, 2026
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Irã reivindica ataques a centros de dados da Amazon

Amazon confirmou que está operando em regime de contingência –

O Corpo da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou, nesta quinta-feira, 2, ter atacado e destruído um centro de computação em nuvem da Amazon localizado no Bahrein. Em um comunicado subsequente, o grupo paramilitar também declarou ter atingido instalações da Oracle em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

As ações seriam uma retaliação direta ao atentado ocorrido na última quarta-feira, 1, em Teerã, que resultou na morte da esposa de Kamal Kharazi, conselheiro sênior do Líder Supremo do Irã, e deixou o próprio oficial gravemente ferido.

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As autoridades iranianas atribuem o ataque a uma operação conjunta entre Estados Unidos e Israel.

Tecnologia de espionagem

De acordo com a IRGC, os ataques marcam o início de uma ofensiva contra empresas que o regime classifica como colaboradoras de “espionagem e terrorismo”.

A alegação é que gigantes da tecnologia fornecem inteligência e monitoramento para viabilizar assassinatos direcionados.

“Na primeira ação contra empresas de tecnologia de espionagem e terrorismo, o centro de computação em nuvem da empresa Amazon no Bahrein foi atacado e destruído”, afirmou a IRGC em nota oficial, embora não tenha apresentado provas imediatas da extensão dos danos.

Lista de alvos

No início desta semana, o Irã já havia emitido um alerta severo, listando 17 empresas americanas de TI e Inteligência Artificial como alvos potenciais caso os assassinatos de oficiais iranianos persistissem. Entre as companhias ameaçadas estão:

Big Techs: Apple, Microsoft, Google, Meta.

Hardware e Infraestrutura: IBM, HP, Intel, Oracle e Amazon.

Setores Estratégicos: Tesla, Boeing e o banco JP Morgan.

Posicionamento da Amazon

Em nota divulgada anteriormente, a Amazon confirmou que está operando em regime de contingência. A empresa declarou estar “trabalhando de perto com as autoridades locais e priorizando a segurança de nosso pessoal durante os esforços de recuperação”.

A gigante do e-commerce e serviços em nuvem também reiterou a orientação para que clientes com cargas de trabalho nas regiões afetadas migrem seus dados para outros centros globais enquanto a situação de segurança permanecer instável.



Fonte: A Tarde

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